O desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, completa um mês nesta quarta-feira (4) sem que haja qualquer confirmação sobre o paradeiro das crianças. Eles foram vistos pela última vez no dia 4 de janeiro, no quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no interior do Maranhão.
Desde o registro do sumiço, uma ampla força-tarefa foi mobilizada, envolvendo Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Exército Brasileiro, Marinha do Brasil, além de equipes especializadas com cães farejadores, drones, helicópteros e o apoio de centenas de voluntários da região.
Linha do tempo do desaparecimento
4 de janeiro – As crianças Anderson Kauan (8), Ágatha Isabelly (6) e Allan Michael (4) saem de casa para brincar e procurar um pé de maracujá. Os três desaparecem. Familiares iniciam buscas por conta própria.
5 de janeiro – Forças de segurança montam uma operação oficial com apoio das polícias Civil e Militar e do Corpo de Bombeiros. Moradores da região passam a atuar como voluntários.
6 de janeiro – As buscas são intensificadas com uso de helicópteros, drones e cães farejadores.
7 de janeiro – Anderson Kauan é encontrado com vida por um carroceiro, em um matagal a cerca de 4 quilômetros da residência da família, sem roupas.
8 de janeiro – Um short e um chinelo usados por Anderson são localizados na mata, próximos ao ponto onde ele foi resgatado.
9 de janeiro – A Prefeitura de Bacabal anuncia recompensa de R$ 20 mil por informações que levem ao paradeiro das crianças.
10 de janeiro – O Exército Brasileiro e o Batalhão Ambiental passam a integrar oficialmente a operação. Cerca de 340 pessoas participam das buscas.
11 de janeiro – Voluntários encontram novas peças de roupas infantis durante varreduras na região.
12 de janeiro – A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão informa que os itens localizados não pertencem às crianças desaparecidas.
15 de janeiro – Equipes realizam varredura no Lago Limpo. Investigadores identificam um ponto conhecido como “casa caída”, onde as crianças podem ter passado ao menos uma noite.
17 de janeiro – As buscas ganham reforço da Marinha do Brasil.
19 de janeiro – Bombeiros percorrem 180 quilômetros do Rio Mearim em busca de vestígios.
20 de janeiro – A Polícia descarta denúncia de que as crianças estariam no Pará. No quilombo, moradores realizam uma procissão pedindo o retorno dos irmãos.
22 de janeiro – As buscas aquáticas no Rio Mearim são oficialmente encerradas.
25 de janeiro – A Polícia Civil de São Paulo apura denúncia de que os irmãos teriam sido vistos em um hotel na capital paulista. A informação é descartada.
26 de janeiro – O delegado Ederson Martins nega boatos que circulavam nas redes sociais sobre uma suposta venda das crianças pela mãe e pelo padrasto.
3 de fevereiro – A Polícia Civil informa que a principal linha de investigação segue sendo a de que as crianças possam ter se perdido na mata, sem descartar outras hipóteses, incluindo possível participação de terceiros.
Atualização das buscas
As buscas tiveram início ainda no dia do desaparecimento e mobilizaram, ao longo do mês, mais de 260 agentes, além de equipes do Exército, Marinha e dos Corpos de Bombeiros do Pará e do Ceará. Em alguns momentos, o número de pessoas envolvidas nas varreduras ultrapassou mil participantes.
Toda a área de mata foi minuciosamente percorrida, assim como o leito do Rio Mearim e lagos da região, como o Lago Limpo e o Lago da Mata. As buscas no rio foram encerradas oficialmente em 22 de janeiro, após não serem encontradas novas pistas.
Investigação da Polícia Civil
A Polícia Civil instaurou um inquérito e criou uma comissão especial de investigação, reunindo delegados e investigadores locais e de unidades especializadas.
Entre as medidas adotadas estão a ativação do protocolo Amber Alert, com a divulgação de alertas nas plataformas Facebook e Instagram, a realização de perícias, a coleta de material genético de familiares para possível cruzamento de dados e a disponibilização de canais de denúncia, como o Disque-Denúncia Maranhão (181).
Segundo a Polícia Civil, a hipótese de que as crianças tenham se perdido na mata segue como principal linha investigativa, mas todas as possibilidades continuam sendo analisadas. O caso permanece em investigação.
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