Denúncia de possível estudante armado mobiliza Polícia Militar em escola no Acre

Segundo o diretor Weliton Melo, o protocolo de segurança ainda não foi implantado por falta de equipamentos e profissionais capacitados

Equipes do Polícia Militar do Acre e do Proerd Acre foram mobilizadas na tarde desta quinta-feira (21) após uma denúncia sobre um possível estudante armado na Escola Paulo Freire, localizada no bairro Belo Jardim II, em Rio Branco.

Diante da gravidade da denúncia, policiais do 2º Batalhão seguiram até a escola: Foto/Reprodução

Segundo informações repassadas às autoridades, um denunciante teria recebido alertas de colegas indicando que um aluno do 1º ano do ensino médio poderia entrar armado na unidade antes do início das aulas, por volta das 13h. No entanto, a identidade do suposto estudante não foi informada.

Diante da gravidade da denúncia, policiais do 2º Batalhão seguiram até a escola e realizaram buscas preventivas nas dependências da instituição, além de reforçar a segurança no local. Após as averiguações, nenhuma arma, objeto suspeito ou estudante relacionado à denúncia foi encontrado.

Mesmo sem confirmação da ameaça, os militares permaneceram na escola realizando monitoramento para garantir a segurança de alunos, professores e funcionários.

Durante a apuração, a reportagem constatou que algumas medidas de segurança previstas pela Secretaria de Estado de Educação do Acre ainda não haviam sido implantadas na unidade, entre elas a instalação de detectores de metais na entrada da escola. Os portões também permaneciam abertos durante a presença da equipe policial.

O diretor da instituição, Weliton Melo, afirmou que o protocolo de segurança ainda não foi colocado em prática devido à falta de equipamentos e de profissionais capacitados para operar o controle de acesso.

Funcionários relataram preocupação com a vulnerabilidade da escola e lembraram que a unidade já registrou ocorrências graves, incluindo homicídio e casos de roubo. Segundo servidores, o acesso ao interior do prédio é facilitado, inclusive por pessoas que conseguem entrar pulando os muros.

Os trabalhadores também denunciaram a existência de uma carta com ameaças atribuídas a criminosos direcionadas a funcionários da escola.