“Somos a barata da humanidade”, diz Ikaro Kadoshi sobre preconceito

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SigaGoogle DiscoverKauê Agostinho/ Metrópoles1 de 1 Ikaro Kadoshi e Grag Queen comandaram o palco principal da DragCon Brasil 2026, que aconteceu nessa sexta-feira (5/7) e sábado (6/7) em SP – Metrópoles
– Foto: Kauê Agostinho/ Metrópoles

Considerado um dos maiores nomes da primeira edição do DragCon na América Latina , Ikaro Kadoshi abriu o coração sobre como tem sido sobreviver com o preconceito. Ao Metrópoles, ele afirmou que muita gente não entende a arte drag nas redes sociais e que artistas ainda são alvo de muito ódio gratuito.

“As pessoas não entendem que a diversidade existe desde que o mundo é mundo. E durante todo esse tempo, tentaram eliminar a diversidade de várias formas. E aqui estamos nós. Continuem tentando! Nós somos as baratas da humanidade e vamos continuar aqui”, disse.

Assista a entrevista completa:

 

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Para Ikaro, a DragCon Brasil é um dia que vai ficar marcado na história da arte drag. “Eu não imaginava que isso fosse possível. Eu faço drag há 25 anos e saber que a nossa arte está marcada na história é maravilhoso. A gente tem uma história riquíssima de drags que estão aí desde 50, 40, 30, lutando para que a gente tivesse o que a gente tem hoje”, refletiu. O apresentador admitiu que participar da feira foi mágico.

Kadoshi nunca havia participado de uma DragCon antes, muito menos desfilado no Pink Carpet – momento que assistia ansiosamente pelas redes sociais nas edições internacionais da feira. Na sexta-feira (5/7), primeiro dia do evento em São Paulo, ele teve a oportunidade de assumir o tapete rosa.

“É literalmente uma chuva de amor. Por mais que a gente tenha isso como trabalho, é esse carinho que faz a gente se sustentar. Porque, para ser drag, tem que ter muito amor, muita paciência. A gente tem que aguentar muita coisa […] Então, receber esse amor é quase que reenergizar”, explicou.

Ikaro Kadoshi também ressaltou a importância de celebrar a sua existência na Parada do Orgulho LGBT+, que aconteceu nesse domingo (7/7). Para o apresentador, ir à Avenida Paulista é um rito de passagem.

“Eu vou à Parada, independentemente de como, para lembrar que eu estou vivo e para caminhar com os meus”, falou e citou o fato de morar no Brasil, o país com o maior número absoluto de mortes violentas de pessoas LGBTQIAPN+ no mundo, segundo os relatórios do Grupo Gay da Bahia (GGB).

“Todo mundo fala: ‘a Parada é uma festa de vocês, não é igual a dos outros lugares’. É óbvio! Eu preciso festejar o fato de estar vivo porque eu não sei o que vai acontecer amanhã. Então eu vou cantar e eu vou gritar até o pulmão ficar sem ar”, brincou.

Grag Queen, que ficou conhecida como Rainha do Universo após ter vencido a primeira temporada do Queen of the Universe, também foi um dos grandes nomes da DragCon Brasil 2026. Para ela, o dia foi como viver a festa de 15 anos que ela nunca teve.

 

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A drag também falou sobre o quanto a Parada é importante. “É muito importante a gente estar na rua, a gente mostrar a nossa potência, a gente mostrar que mesmo eles tentando fazer por todos os meios diminuir a gente, tem coisa que não dá pra voltar atrás e a única variante é a nossa união, é a nossa potência. Então, estaremos sim na rua montadas, belíssimas, cantando e vão ter que engolir”, disse.

Organzza, ganhadora da primeira temporada de RuPaul’s Drag Race Brasil, falou que, além de uma honra, é um peso carregar a coroa.

 

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Ikaro Kadoshi e Grag Queen comandaram o palco do DragCon

Além da presença ilustre de Ikaro e Grag no comando do palco principal do DragCon Brasil 2026, o evento contou cerca de 80 queens nacionais e internacionais, bateção de leque, looks icônicos, meet and greet e palestras.

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O evento aconteceu na sexta-feira e no sábado (6/7), no Expo Center Norte, em São Paulo. Um dos grandes destaques da feira foram os stands das rainhas, que foram montados por elas mesmas, cada uma com sua personalidade.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Metrópoles