Tião Bocalom fala sobre segundo turno e diz que não buscará apoio da esquerda

As declarações foram dadas durante entrevista ao podcast Em Cena, do ContilNet

O ex-prefeito de Rio Branco e pré-candidato ao governo do Acre, Tião Bocalom, comentou nesta quinta-feira (7) sobre a possibilidade de um segundo turno nas eleições de 2026. As declarações foram dadas durante entrevista ao podcast Em Cena, do ContilNet.

Bocalom afirmou que as divergências com a esquerda estão ligadas ao modelo de desenvolvimento defendido historicamente no Acre: Foto/Reprodução

Ao ser questionado sobre uma eventual aproximação com grupos de esquerda em uma disputa de segundo turno, Bocalom afirmou que respeita os eleitores e lideranças do campo político adversário, mas disse que não pretende buscar apoio diretamente.

“Eu não vou buscar. É a coisa mais natural do mundo as pessoas buscarem uma posição e eu respeito. Eu sempre respeitei o grupo da esquerda. Eu nunca tive problema pessoal com o pessoal que sempre participou da esquerda. O meu problema pessoal sempre foi mais com uma pessoa, com o ‘Chefe da florestania’, porque eu nunca concordei com o modelo que eles implementaram de desenvolvimento do Estado”, declarou.

O pré-candidato também afirmou que as divergências com a esquerda estão ligadas principalmente ao modelo de desenvolvimento defendido historicamente no Acre.

“O que nos diferenciam não é a questão de direita ou esquerda, o que nos diferencia é que realmente a esquerda sempre defendeu um modelo de desenvolvimento que eu não concordei nunca. É por isso que eu to aqui. Vai ser natural eles poderem escolher alguém, até acho que nesse primeiro turno tem muitos que não votam para não perder o voto. Tem alguns eleitores da esquerda, que eu já conversei com algum deles, estão dizendo que vão votar no Bocalom”, afirmou.

Mesmo admitindo a possibilidade de receber votos de eleitores que se identificam com a esquerda, Bocalom reforçou que seguirá mantendo posicionamentos alinhados à direita.

“Nós somos da direita, vamos continuar na direita. Nossa direita é a que tem o projeto diferenciado: da família, cristão, da iniciativa privada, do direito de propriedade, duro pra cima de quem faz as coisas erradas, da liberdade de expressão. Direito de expressão é uma coisa que eu não abro mão nunca”, disse.

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