Polícia Civil segue investigando atentado em escola com análise de provas e celulares

Hessel confirmou que aparelhos celulares apreendidos durante as buscas autorizadas pela Justiça estão passando por análise técnica

A Polícia Civil do Acre divulgou nesta quinta-feira (7) novas informações sobre as investigações do ataque ocorrido no Instituto São José, registrado na última terça-feira.

Durante entrevista coletiva, o delegado-geral adjunto Martin Hessel afirmou que os trabalhos periciais e a coleta de provas foram realizados desde o primeiro momento da ocorrência.

Durante coletiva, o delegado Martin Hessel afirmou que as perícias e a coleta de provas começaram logo após o ataque: Foto/Reprodução

“No momento estão em análise e a gente quer trabalhar com o nosso prazo legal, pra que a gente possa encaminhar esses laudos ao poder judiciário o quanto antes dentro do prazo legal”, declarou.

Segundo Hessel, equipes da polícia ostensiva e da polícia judiciária atuaram imediatamente após o atentado. Ele também confirmou que aparelhos celulares apreendidos durante as buscas autorizadas pela Justiça estão passando por análise técnica.

“Todos os equipamentos [celulares] resultantes das buscas que foram feitas, também com autorização judicial, estão sendo analisadas”, explicou.

A expectativa da Polícia Civil é concluir o inquérito em até 30 dias, embora o prazo possa ser ampliado dependendo da quantidade de material recolhido durante a investigação.

“Então, tão logo saia essa análise das provas que estão sendo coletadas, haverá divulgações acerca do procedimento, mas tudo que está ao alcance da Polícia Civil está sendo feito, está sendo providenciado, e logo mais será encaminhado ao Poder Judiciário para que o processo judicial ocorra, e a gente tenha essa resposta definitiva. A gente quer concluir no prazo de 30 dias, mas dependendo da quantidade de material pode ser que não, mas está sendo feito diuturnamente sem parar mesmo, a equipe está trabalhando nessas coletas, nessas análises para que a gente consiga solucionar isso o quanto antes”, afirmou.

O delegado também detalhou que foram cumpridos dois mandados de busca relacionados ao caso, um na residência do pai e outro na casa do padrasto do adolescente apontado como autor dos disparos que resultaram na morte de duas funcionárias da escola e deixaram outras duas pessoas feridas.

“Foram dois mandados de busca, no mesmo dia inclusive. Foi feito a busca na casa do pai e do padrasto. O padrasto foi conduzido à Delegacia de Flagrantes também, foi feito o procedimento, mas em razão da quantidade da pena, do crime que supostamente ele tenha cometido, que é a falta de cuidado na guarda do armamento, foi feito um procedimento mais simples, que é o TCO”, concluiu.