O policial penal Carlos Leopoldo, presidente da associação da categoria no Acre, é acusado pela esposa, Bruna Carolina, de agressão física e verbal dentro de casa, na frente da filha do casal, de apenas dois anos, e do enteado dela, de 14 anos. O caso teria ocorrido na noite do dia 24 de abril, em Rio Branco.

O caso teria ocorrido na noite do dia 24 de abril, em Rio Branco: Foto/Reprodução
Bruna registrou boletim de ocorrência dias depois e conseguiu na Justiça uma medida protetiva contra o marido. Segundo ela, o atraso no registro ocorreu porque precisava de alguém para ficar com a filha, que estava doente com bronquiolite.
Em entrevista ao ContilNet, Bruna afirmou que possui exame de corpo de delito, fotografias das lesões e testemunhas das agressões.
“Tudo que está no boletim de ocorrência é verdade. Eu tenho exame de corpo de delito, tenho fotos da agressão e isso não pode passar em branco”, disse.
Ela afirma que as agressões aconteceram diante da filha pequena e do filho adolescente. “Não foi só um tapa, não foi só um soco. Foram agressões verbais, xingamentos, gritos. Eu tenho vizinhos de testemunha, tenho meu filho. Ele bateu em mim na frente da nossa filha de dois anos e na frente do meu filho de 14 anos”, declarou.
Bruna também afirmou que Carlos Leopoldo já possui histórico de violência doméstica. Segundo ela, o policial penal foi condenado em 2024 por um caso envolvendo um relacionamento anterior.
“O cara dizer que defende os direitos da mulher deveria respeitar as mulheres dentro da casa dele. Ele nunca fez isso”, afirmou.
Durante o relato, a vítima disse que decidiu se manifestar publicamente após o policial penal pedir respeito e silêncio em razão da presença da filha do casal na situação.
“Ele pede respeito por se tratar de uma criança, mas ele não respeitou porque me bateu na frente da minha filha. Até hoje ela olha para os meus machucados e pergunta se foi o papai que bateu na mamãe”, contou.
A mulher também afirmou que, após deixar a residência, Carlos Leopoldo não teria procurado ajudar financeiramente a filha. “Ele sequer se manifestou para deixar uma fralda, um leite. Eu tive que me virar para comprar tudo”, disse.
O ContilNet entrou em contato com Carlos Leopoldo para obter um posicionamento sobre as acusações. Ele afirmou que não iria se manifestar sobre o caso.

