COMPARTILHAR0SigaSiga Google Discover Herdeiros de grupos rivais, João Paulo e Virgílio travam embate sobre ideologia/Foto: Orna
O debate promovido pelo ContilNet nesta segunda-feira (25) colocou frente a frente dois nomes ligados a famílias tradicionais da política acreana: João Paulo Bittar, filho do senador Marcio Bittar, e Virgílio Viana, filho do ex-governador Tião Viana e sobrinho do ex-governador Jorge Viana.
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Transmitido também pela TV Rio Branco, o encontro teve discussões sobre ideologia, religião, direitos sociais, economia, jornada de trabalho e o peso de carregar sobrenomes conhecidos na política do Acre.
Logo no início, os dois comentaram o rótulo de “nepobabies da política” e falaram sobre a influência das famílias em suas trajetórias.
João Paulo afirmou que vê o pai como seu maior exemplo pessoal e político.
“Meu pai é meu herói”, declarou.
Ele disse que o sobrenome ajuda pela notoriedade já construída, mas reconheceu que a cobrança pública também aumenta.
Virgílio, por sua vez, afirmou sentir orgulho do legado da Frente Popular e disse não ter motivo para se envergonhar dos governos de Tião e Jorge Viana.
“É uma história que me orgulha muito”, afirmou ao citar investimentos em saúde, educação e infraestrutura durante os governos petistas.
No campo ideológico, João Paulo explicou que se identifica com a direita por influência da fé cristã e da defesa da responsabilidade individual.
“Sou de direita porque sou cristão”, declarou.
Virgílio saiu em defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, classificando o petista como “um estadista” e afirmando que os governos progressistas ajudaram milhões de brasileiros a sair da pobreza por meio de programas sociais e geração de oportunidades.
João Paulo também fez elogios ao ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que ele continua sendo a principal liderança da direita brasileira.
“Bolsonaro é hoje o maior líder da direita”, disse.
Os temas ligados a costumes e comportamento também marcaram o debate. Sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, os dois defenderam que o Estado não deve interferir nas escolhas individuais.
Virgílio afirmou que o tema já foi resolvido pelo Supremo Tribunal Federal e criticou o foco excessivo em pautas que, segundo ele, geram repercussão nas redes sociais enquanto problemas sociais permanecem sem solução.
João Paulo afirmou que o Estado interferir na vida pessoal das pessoas seria uma postura “totalitária abusiva”.
No debate sobre aborto, os candidatos apresentaram posições opostas. Virgílio classificou o tema como questão de saúde pública e disse que mulheres pobres continuam morrendo em procedimentos clandestinos.
Já João Paulo afirmou ser “absolutamente contra” o aborto e classificou a discussão como “um debate diabólico”, inclusive em casos de gravidez decorrente de estupro.
Outro tema que gerou divergência foi a escala 6×1. Virgílio defendeu a redução da jornada e afirmou que trabalhadores vivem rotinas exaustivas sem tempo para a família, lazer ou qualificação profissional.
“Tem uma turma aí que diz que é tão a favor da família, mas ao mesmo tempo defende essa separação”, declarou.
João Paulo criticou as leis trabalhistas brasileiras e disse que o Estado não deveria definir a jornada de trabalho da população.
“As nossas leis trabalhistas são fascistas”, afirmou.
O debate marcou um raro encontro público entre representantes de dois grupos políticos historicamente rivais no Acre e serviu como vitrine para temas que devem aparecer nas próximas disputas eleitorais no estado.
VEJA A TRANSMISSÃO NA ÍNTEGRA:
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Conteúdo reproduzido originalmente em: ContilNet por Dry, ContilNet
