Lula cancela participação em cúpula da Celac após atraso na Colômbia

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cancelou sua participação na 10ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da Celac, realizada neste sábado (21), em Bogotá, na Colômbia. A decisão ocorreu após atrasos significativos na programação oficial: a reunião, prevista para as 14h30, teve início apenas por volta das 18h. Com o adiamento, o presidente brasileiro escalou o chanceler Mauro Vieira para representá-lo e discursar na cerimônia.

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Pela manhã, Lula cumpriu agenda no 1º Fórum de Alto Nível Celac-África e realizou reuniões bilaterais. O presidente retornou ao Brasil ainda no sábado para participar, neste domingo (22), da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias da ONU (COP15), em Campo Grande (MS), onde deve se reunir com o presidente do Paraguai, Santiago Peña.

Durante o evento, o petista criticou a escalada de conflitos globais e defendeu o fortalecimento de instâncias multilaterais/ Foto: Reprodução

Críticas e tensões globais

Durante o fórum Celac-África, o petista subiu o tom contra a política internacional dos Estados Unidos e alertou para o aumento das tensões no mundo. Sem citar diretamente Donald Trump, Lula criticou intervenções militares e afirmou que o período atual é um dos mais conflituosos desde a Segunda Guerra Mundial. “Não há nada que diga que um presidente pode organizar a invasão de um país a outro”, declarou.

O chanceler Mauro Vieira permaneceu em Bogotá como representante oficial do Brasil na cerimônia de encerramento da cúpula/ Foto: Reprodução

Agendas Bilaterais

Às margens do evento principal, Lula se reuniu com o presidente colombiano Gustavo Petro para avaliar a gestão da Colômbia à frente da Celac. Em encontro com o presidente do Burundi, Évariste Ndayishimiye, o brasileiro destacou a instalação de um escritório da Embrapa na Etiópia e agradeceu a adesão do país à Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.

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Lula também reafirmou apoio à candidatura da ex-presidente chilena Michelle Bachelet para a Secretaria-Geral da ONU e manteve uma conversa com o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, cujo conteúdo detalhado não foi divulgado pelo Palácio do Planalto até o fechamento desta reportagem.

Fonte: ContilNet