Vídeo vazado de Antônia Lúcia acende crise política na Assembleia de Deus do Acre

No vídeo, Antônia Lúcia comenta sobre músicos do meio evangélico que, segundo ela, teriam histórico de dependência química

A disputa pela presidência da Convenção Estadual de Igrejas e Ministros das Assembleias de Deus no Acre (Ceimadac) passou a ser cercada de controvérsia após a circulação de um vídeo atribuído à ex-deputada federal Antônia Lúcia. A gravação teria sido compartilhada acidentalmente em um grupo de WhatsApp.

As falas circularam através do WhatsApp/Foto:ContilNet

No vídeo, Antônia Lúcia comenta sobre músicos do meio evangélico que, segundo ela, teriam histórico de dependência química. Além disso, menciona a possível visita do pastor Marco Feliciano ao Acre e explica que preferiu não trazê-lo antes da eleição, com receio de que sua presença pudesse prejudicar a candidatura de seu aliado.

Ela também menciona o nome do pastor Pedro Abreu, apoiado por ela e representante da Chapa 2, ao discutir estratégias eleitorais relacionadas à eventual chegada de Feliciano ao estado. O conteúdo da gravação indica uma preocupação com os efeitos políticos que a presença do pastor poderia causar no pleito da Ceimadac.

“Eu só não trago o Marco Feliciano porque ele quer vir no domingo, mas eu não quero, porque ele (Pedro Abreu) pode perder a eleição. Então tem que trazer um cara que impacte na eleição no sábado. Se eu trago no domingo e o cara perde a eleição, o Marco ainda vai cantar lá às minhas custas”, disse Antônia Lúcia.

Além do vídeo, outro áudio circula nas redes sociais. Nele, um pastor que não teve a identidade revelada relata o episódio e critica a postura da ex-parlamentar, chamando o ocorrido de “patifaria”.

A eleição em questão definirá a nova liderança da Ceimadac, entidade que representa igrejas e ministros da Assembleia de Deus em todo o estado. A Chapa 1, que concorre contra o grupo de Pedro Abreu, é liderada pelo pastor Celso Gregório, de Sena Madureira.