Incra firma contratos para construção de casas em assentamento no Acre

Atualmente, o assentamento Nova Promissão abriga 136 famílias distribuídas por uma área de 5,7 mil hectares, cujo processo de desapropriação ocorreu em 2010

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) firmou os primeiros 19 contratos do Crédito Instalação, na modalidade Habitacional, com famílias do assentamento Nova Promissão, situado no município de Capixaba, próximo à fronteira com a Bolívia, no Acre. O investimento inicial destinado à construção das casas é de R$ 1,42 milhão, conforme informações divulgadas pela autarquia. As assinaturas dos contratos ocorreram no último dia 20, diretamente na área de reforma agrária.

O Incra investiu mais de R$1,42 milhões/ Foto: Reprodução

Atualmente, o assentamento Nova Promissão abriga 136 famílias distribuídas por uma área de 5,7 mil hectares, cujo processo de desapropriação ocorreu em 2010. A regional do Incra no estado projeta, ainda para 2025, a construção de mais 21 residências, alcançando um total de 40 unidades entregues no atual ciclo.

As novas casas terão 44 metros quadrados e serão compostas por sala, quarto, cozinha, banheiro e área de serviço. A engenheira civil Sara Castro, responsável técnica pelas obras, afirmou que a nova estrutura deve proporcionar melhores condições de habitação às famílias, muitas delas de origem boliviana.

A ampliação do valor do benefício habitacional – de R$ 34 mil para R$ 75 mil – foi apontada como fator decisivo para viabilizar moradias com espaços mais adequados e estruturas aprimoradas. Essa mudança foi implementada a partir da revisão dos critérios do programa de Crédito Instalação pelo atual governo federal.

O superintendente regional do Incra no Acre, Márcio Alécio, ressaltou o esforço das equipes na formalização dos contratos e reforçou o compromisso da autarquia em levar dignidade às famílias do campo. Para ele, garantir o acesso efetivo às políticas públicas transforma a realidade dos assentados e fortalece a produção rural.

Entre os beneficiados está o agricultor Raimundo Batista de Morais, que cultiva diversas culturas em seus 10 hectares, como maracujá, pimenta, melancia e seringueiras. Ele manifestou gratidão pela conquista da moradia e reconheceu o impacto positivo da iniciativa.