A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, estará em Rio Branco nesta sexta-feira (23), acompanhada por Aloizio Mercadante, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A visita faz parte da programação da Força-Tarefa dos Governadores para o Clima e Florestas (GCF Task Force), evento que reúne autoridades de diversos países da região amazônica para discutir políticas ambientais e ações sustentáveis diante das mudanças climáticas.

Marina e Aloizio Mercadante/Foto: Reprodução
O fórum contará com representantes de 43 estados e 11 nações, e terá como foco principal a formulação de estratégias de conservação florestal e redução de emissões causadas pelo desmatamento. Durante a programação, será feito um anúncio oficial por parte do BNDES sobre um novo pacote de investimentos voltado à restauração de ecossistemas e à preservação ambiental.
Segundo Mercadante, o banco já destinou mais de R$ 650 milhões a iniciativas como o programa Floresta Viva, o Fundo Clima e o projeto Restaurar-Estar — ações desenvolvidas em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente e governos estaduais da Amazônia Legal.
“Esses aportes fazem parte de um plano de desenvolvimento sustentável que visa também a geração de renda para populações tradicionais em áreas de conservação e recuperação ecológica”, declarou o dirigente da instituição financeira federal.
Outro destaque da visita é a recente autorização concedida pelo Ibama para um projeto da Petrobras na região do Tapajós, voltado à realização de testes ambientais necessários para avançar no licenciamento de atividades de exploração de petróleo na chamada Margem Equatorial. O projeto prevê o cumprimento de exigências ambientais mais rígidas.
O encontro internacional promovido em Rio Branco reúne mais de 50 participantes entre governadores, representantes de ministérios, organizações não governamentais e membros do setor empresarial. Com duração até sábado (24), o evento discutirá temas como financiamento verde, justiça climática e alternativas econômicas sustentáveis.
Lideranças de países como Colômbia, Bolívia, Peru e Equador também confirmaram presença, reforçando o papel de destaque do Acre nos diálogos voltados à preservação da floresta amazônica e ao enfrentamento das emergências climáticas.
