Página inicialEntretenimentoMúsica
Compartilhar notícia
SigaGoogle DiscoverMaterial cedido ao Metrópoles1 de 1 Prestes a iniciar uma turnê em homenagem a Lulu Santos, Milton Guedes revelou ao Metrópoles como foi a conversa que teve com o cantor – Metrópoles
– Foto: Material cedido ao Metrópoles
Após trabalhar ao lado de Lulu Santos por quase 30 anos, Milton Guedes estreou, na quarta-feira (29/4), no Rio de Janeiro, a turnê Milton canta Lulu, em homenagem ao ícone do pop brasileiro. Ao Metrópoles, o compositor e multi-instrumentista expôs como foi a conversa que teve com Lulu sobre o espetáculo.
Milton explicou que tinha receio de fazer um show parecido demais com o de Lulu, já que suas referências do artista são muito fortes, fruto da convivência nos palcos. A ideia, então, é mostrar ao Lulu o que Milton aprendeu com ele.
“Eu não queria deixar de falar com ele [sobre o show]. Porque é claro que qualquer pessoa hoje pode homenagear um artista, cantar o repertório desse artista. Não tem problema nenhum. Você tem que ter autorização da gravadora, do artista e tal. Mas como é um show em homenagem a ele, eu quis pelo menos comunicar ao Lulu que eu estava fazendo isso. Eu avisei a ele e ele ficou amarradão. Ele disse: ‘pô, vai nessa’”, contou.
Na apresentação, o músico quer revisitar o repertório de Lulu a partir do próprio olhar. O compositor pretende se inspirar nas turnês que viveu ao lado do artista, com foco no repertório da época em que tocaram juntos.
“A minha visão é em um sentido de: ‘caramba, essa música o Lulu tocava desse jeito. Eu ia para esse canto na hora de tocar o sax’. Eu estou tentando recriar um pouco dessa memória afetiva”, falou Guedes.
Ele garantiu que clássicos como Um Certo Alguém, O Último Romântico, Como Uma Onda, Descobridor dos Sete Mares e Tudo Azul estarão no setlist. Após passar pelo Rio de Janeiro, a turnê passará por São Paulo, Porto Alegre, Fortaleza e Natal.
Como Milton Guedes conheceu Lulu Santos
Milton revelou que o primeiro encontro entre os dois aconteceu “de forma inusitada”. O multi-instrumentista gravava em um estúdio no Rio de Janeiro, aos 22/23 anos, enquanto Lulu trabalhava em um disco no estúdio ao lado. Foi nesse contexto que Lulu pediu o telefone de Guedes.
Após um mês sem receber uma ligação de Lulu Santos, Milton já havia desistido de esperar pelo contato. Até que, durante uma apresentação em um bar, o guitarrista do cantor apareceu na plateia e contou que Lulu havia perdido o número e estava à sua procura.
4 imagensFechar modal.1 de 4
Após trabalhar ao lado de Lulu Santos por quase 30 anos, Milton Guedes estreia, nesta quarta-feira (29/4), a turnê Milton canta Lulu, em homenagem ao ícone do pop brasileiro
Arquivo pessoal/ material cedido ao Metrópoles2 de 4
Milton Canta Lulu estreia nesta quarta-feira (29/4), no Rio de Janeiro
Divulgação3 de 4
Ao Metrópoles, o compositor e multi-instrumentista expôs como foi a conversa que teve com Lulu sobre o espetáculo
Material cedido ao Metrópoles4 de 4
Milton explicou que estava com medo de fazer um show igual ao do Lulu, já que as referências que possuí do artista são muito fortes, devido à convivência de palco que eles têm
Material cedido ao Metrópoles
O guitarrista levou o contato novamente para Lulu e, no dia seguinte, ele fez o teste para entrar na banda, onde ficou durante muitos anos, participando de turnês históricas e consolidando sua identidade musical dentro do universo pop brasileiro.
Milton Canta Lulu
Para preparar a homenagem, Milton Guedes teve o cuidado de não reproduzir os shows de Lulu, mas sim resgatar a memória afetiva de quem acompanhou a dupla nos palcos. Apesar disso, a proposta não se limita ao público que viveu essa fase.
“O Lulu tem esse poder: passam gerações e gerações e ele se renova. Ele se junta com gente nova, bacana, atual. O Lulu tem esse poder de renovação que é muito grande. E os clássicos não são clássicos à toa. O nome já diz. São coisas que até hoje tocam e mesmo a nova geração conhece muito daquele repertório. Então vai ser um resgate”, disse.
Segundo Milton, a ideia do tributo sempre gerou questionamentos sobre por que ele não havia feito isso antes. Ele contou que, como Lulu segue na ativa, imaginava que o público preferiria ver “o original”, mas ainda assim decidiu levar a homenagem adiante.
Ao ser questionado sobre uma possível participação de Lulu na turnê, Milton disse que o assunto ainda é “uma grande incógnita”. O cantor se prepara para uma turnê internacional, o que pode dificultar um encontro nos palcos.
Leia também
Fábia Oliveira
Juíza bate o martelo em ação de R$ 100 mil contra Lulu Santos. Entenda
Celebridades
Cachorros de Lulu Santos morrem e marido faz homenagem
Celebridades
Lulu Santos desabafa sobre doença autoimune: “Perdi o uso das mãos”
Fábia Oliveira
Equipe de Lulu Santos se pronuncia sobre cantor no The Voice do SBT
“Tudo pode acontecer”, brincou Guedes. “Eu pedi, pelo amor de Deus, para a galera da produção não me avisar se ele estiver lá, senão eu vou ficar tão nervoso. Já pensou se eu olhar lá pra plateia e o Lulu está na minha frente, eu cantando as músicas dele?”, completou, bem-humorado.
Composições de Milton Guedes
Além da parceria com Lulu Santos, Milton Guedes também assina composições conhecidas gravadas por Fat Family, Rouge e Sandy & Júnior. Nascido no Rio de Janeiro, ele se mudou ainda jovem para Brasília, onde vivenciou a efervescência do rock local.
Depois, passou a escrever músicas que ganharam espaço em trilhas de novelas. Ao gravar Sonho de Uma Noite de Verão, seu primeiro grande sucesso, ouviu de um produtor que tinha potencial como compositor — caminho que acabou consolidando.
Vieram então hits como Jeito Sexy (Shy Guy), do Fat Family; Cai a Chuva, de Sandy & Júnior; Não Dá Pra Resistir, da Rouge; além de trabalhos para Wanessa Camargo.
“Tem uma sensação muito louca de assim: aquela música passa a não pertencer mais a você. Aí, quando eu vejo um show do Fat Family, eu só penso assim: ‘eu canto essa música nos meus shows, só que é muito diferente’. Eu sempre penso que eu estou fazendo um cover do Fat Family. Aí eu falo: ‘caramba, essa música não é mais’”, contou.
“Se eu cantar, a galera vai ficar: ‘pô, por que ele tá cantando essa música?’. Então tem um pouco essa sensação de ‘entreguei, ela já não é mais minha’. Mas é muito bom ouvir um estádio inteiro cantando. É muito legal. É uma sensação muito maneira”, afirmou.
Receba notícias do Metrópoles no seu Telegram e fique por dentro de tudo! Basta acessar o canal: https://t.me/metropolesurgente.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Metrópoles
