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SigaGoogle DiscoverDivulgação1 de 1 Os irmãos André e Salomão Abdala, os Abdala Brothers, lançaram, nessa quinta-feira (30/4), o 1º iMax brasileiro, 2DIE4: 24 Horas no Limite – Metrópoles
– Foto: Divulgação
Os irmãos André e Salomão Abdala, conhecidos como Abdala Brothers, estrearam nesta quinta-feira (30/4) o primeiro filme brasileiro produzido para salas iMax — formato de exibição com telas maiores, imagem de altíssima resolução e som mais imersivo. O média-metragem 2DIE4: 24 Horas no Limite acompanha o piloto Felipe Nasr durante a tradicional corrida de Le Mans, na França.
Ao Metrópoles, eles explicaram que a história vai além do esporte. A ideia era transformar a jornada do brasiliense em uma narrativa cinematográfica, com tensão e risco reais.
O projeto nasceu do desejo de fazer um filme de corrida sem os altos custos do gênero. Em vez disso, os diretores optaram por filmar a realidade como ela é. “É muita loucura fazer isso, porque se você errar o take, se você errar o foco, não tem como refazer. Era um conceito muito interessante, mas muito arriscado”, admitiram.
A escolha do protagonista veio de forma natural. Amigos de Felipe Nasr, os irmãos estavam com o piloto em um bar quando ele revelou seu maior objetivo: vencer as 24 Horas de Le Mans — ou morrer tentando.
“Quando ele falou isso, eu e o André olhamos um para o outro e falamos: ‘esse cara é o nosso protagonista”, lembrou Salomão.
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Com o conceito do filme definido, faltava, então, a escolha do protagonista. Os irmãos Abdala já eram amigos de Felipe Nasr e, um dia, os três estavam em um bar e revelou à André e Salomão que o sonho dele era ganhar as 24 horas de Le Mans e que ele ia ou ganhar essa corrida ou morrer tentando
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O média-metragem 2DIE4: 24 Horas no Limite acompanha o piloto Felipe Nasr na corrida de Le Mans, na França
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A escolha da corrida como tema do filme também não foi por acaso, como eles precisavam acreditar 100% neles mesmos, sabiam que teriam que falar de algo que fizesse sentido para eles
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André e Salomão explicaram que o iMax fazia sentido para a história que eles queriam contar, porque, além da tela que transporta o público para o lugar de um piloto de corrida, tem o sistema de som que faz os espectadores se sentirem envolvidos pelo filme
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“A gente queria muito mesmo que o nosso filme, que se passa no planeta Terra, que você se desconectasse e pensasse: ‘estou na França, na chuva, com essas pessoas”, disseram
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2DIE4: a escolha de Felipe Nasr e Le Mans como narrativa
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Para os diretores, Nasr reúne o perfil ideal. “Ele é o cara que tinha tudo e sempre a vida foi dando dificuldade para ele. Ele entrou na Fórmula 1, fez a melhor estreia de um brasileiro na F1 da história, mas a equipe não chamou ele para renovar”, explicaram.
Foi dessa mentalidade que surgiu o título 2DIE4. Segundo eles, o nome faz um trocadilho com “to die for”, além de remeter às 24 horas da prova e ao número do carro do piloto. “É um trocadilho em inglês: é algo que você morreria. E 24, das 24 horas de Le Mans. Além disso, 4 é o número do carro do Felipe”.
Embora acompanhe fatos reais, o filme não é um documentário. Os diretores buscaram construir uma narrativa, com Nasr interpretando uma versão de si mesmo. As imagens foram captadas ao vivo, enquanto o voice-over foi roteirizado depois da corrida.
Spoiler alert
Mesmo sendo público que Felipe Nasr não venceu Le Mans em 2024, o filme conduz o espectador na expectativa da vitória — até o momento da batida.
Para os próprios diretores, que acompanhavam tudo de perto, foi um choque. “Nós fomos [até Le Mans] pensando: ‘ele pode ganhar, ele vai ganhar’. E tudo apontava para isso. Mas, quando aconteceu [a batida], o Salomão ficou chateado e eu falei pra ele: ‘nós temos a melhor história possível. Não conta pro Felipe, mas ele [perder] é a forma mais fácil da gente se conectar com a audiência, porque é isso que a gente vive’”, lembrou André.
Eles defendem que a derrota torna a história ainda mais potente. “Você está vendo a história. Não é a história de um perdedor. Você está vendo a história de um vencedor que perdeu”, disseram.
A cena da batida reforça essa proposta: não há replay nem câmera lenta, apesar do uso desses recursos em outros momentos do filme.
“A gente queria muito trazer para a audiência que, quando as coisas dão errado na vida, não tem replay, não tem slow motion. É um filme que tem muito slow motion. Tem muitas cenas lindas. A batida é só uma batida. É um soco no estômago e não volta porque, como na realidade, você não tem como voltar”, explicaram.
Quem são os irmãos Abdala, diretores de 2DIE4
Naturais de Teófilo Otoni (MG), André e Salomão começaram a carreira de forma independente, em um estúdio caseiro em Jundiaí (SP). A virada veio em 2013, quando ganharam uma câmera GoPro em um sorteio e passaram a produzir vídeos de ação — embrião da produtora Abdala Brothers.
“A gente cresceu no mundo publicitário, só que o nosso sonho sempre foi fazer filmes e a gente sabia que um dia a gente ia ter que botar a cara a tapa e colocar o nosso dinheiro onde a nossa boca estava”, disseram.
Sem apoio de grandes estúdios, decidiram apostar no próprio projeto. 2DIE4 acabou se tornando um resumo dessa trajetória, tanto na ambição quanto na execução.
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Nascidos em Teófilo Otoni, Minas Gerais, os irmãos André e Salomão Abdala, conhecidos como Abdala Brothers, deram início a sua carreira em um estúdio caseiro em Jundiaí
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Nessa quinta-feira (30/4), invadiram as salas iMax do país com o 1º filme brasileiro produzido no formato
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Ao Metrópoles, os irmãos revelaram que a trajetória deles no cinema começou em 2013, quando, em um sorteio, eles ganharam uma GoPro
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Com a câmera, eles passaram a filmar vídeos de ação e, daí, deram início na produtora – a Abdala Brothers
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Apesar do sucesso com os comerciais gravados por eles, os irmãos sabiam que nenhum estúdio iria oferecer milhões de reais para eles fazerem o tão sonhado primeiro filme
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Eles, então, sabiam que precisavam acreditar em si mesmos para conseguir tirar a ideia do papel
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O 2DIE4 foi, para eles, uma soma e um resumo da carreira deles e de tudo que eles sempre quiseram fazer. A escolha da corrida como tema do filme também não foi por acaso, como eles precisavam acreditar 100% neles mesmos, sabiam que teriam que falar de algo que fizesse sentido para eles
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“Nós sempre fomos muito motivados pela história de um artista obcecado. Isso é cinema pra gente. Eu quero ser o melhor no que eu faço e o piloto de corrida tem um plus: ele está arriscando a vida dele, da mesma forma como o artista obcecado. Então, a gente queria mostrar esse lado do piloto de corrida, não como o tradicional que você já vê. A gente queria mostrar o piloto real, como um ser humano. Para o público ter uma experiência que nunca teve em uma tela de cinema”, explicaram.
A escolha pelo iMax seguiu essa lógica. Inspirados por diretores como Denis Villeneuve e Christopher Nolan, eles buscaram o máximo de imersão possível.
“O iMax é meio que uma tecnologia. Não é só a tela grande e o som bom. Não, o iMax é basicamente o jeito mais imersivo de você ver um filme. Tem filmes em que o foco é ser muito imersivo. Então, se você quer fazer um filme que seja o mais imersivo, o mais autêntico possível, o iMax é meio que o playground perfeito”, disseram.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Metrópoles
