COMPARTILHAR0SigaSiga Google Discover Transformador de alta potência recuperado pela PRF durante abordagem em Itapuã do Oeste/ Foto: Reprodução
Uma operação de rotina da Polícia Rodoviária Federal (PRF) resultou na recuperação de um transformador de energia elétrica de alta potência na última sexta-feira (24). O equipamento, pertencente à rede de distribuição da Energisa, estava sendo transportado ilegalmente por dois homens no município de Itapuã do Oeste.
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Durante a abordagem, os policiais encontraram com a dupla um arsenal de ferramentas, incluindo alicates, chaves inglesas, cordas e diversos materiais elétricos, utilizados para a intervenção na rede. Após a identificação do equipamento, técnicos da Energisa foram acionados e confirmaram que o transformador havia sido retirado de forma criminosa de uma zona rural no município de Monte Negro.
Histórico de Crimes na Região
O episódio não é isolado. Em dezembro do ano passado, uma ação semelhante na BR-364, nas proximidades do presídio federal, resultou na apreensão de três transformadores furtados que também estavam sendo transportados por dois suspeitos. As forças de segurança estaduais e federais têm intensificado o monitoramento para identificar e responsabilizar grupos envolvidos nesse tipo de delito.
Riscos à Vida e Impacto Social
O furto de equipamentos elétricos vai além do prejuízo patrimonial. O coordenador de Planejamento da Energisa, Cleyton Dias, alerta para o perigo extremo das intervenções clandestinas. “Uma descarga elétrica de alta potência pode ser fatal para quem executa a ação e para pessoas próximas”, explica.
Além do risco de morte por eletrocussão, a prática gera um efeito dominó negativo na sociedade:
Interrupção de serviços: Comunidades inteiras ficam sem luz;
Prejuízo a atividades essenciais: Hospitais, escolas e produção rural são afetados;
Danos à rede: Risco de curtos-circuitos e incêndios em grande escala.
Consequências Jurídicas
O furto de equipamentos da rede elétrica é crime tipificado no artigo 155 do Código Penal, com previsão de pena de dois a oito anos de reclusão. A Energisa reforça que apenas profissionais autorizados e habilitados podem manusear a rede e pede que a população colabore com denúncias anônimas para coibir essas ações que comprometem a segurança e o fornecimento de energia.
Os suspeitos detidos na sexta-feira foram encaminhados à delegacia e o material recuperado será reintegrado ao sistema de distribuição da companhia.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: ContilNet por Redação ContilNet
