VSR avança e pressiona hospitais com aumento de internações infantis no Acre

A elevação das ocorrências tem atingido principalmente crianças muito pequenas, sobretudo bebês e menores de dois anos

O novo boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz, colocou o Acre em estado de atenção neste início de semana. De acordo com o levantamento, Rio Branco passou a figurar entre as capitais brasileiras com tendência consistente de crescimento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave no longo prazo.

A elevação das ocorrências tem atingido principalmente crianças muito pequenas: Foto/Reprodução

O dado que mais mobiliza as autoridades de saúde é o perfil dos pacientes afetados. A elevação das ocorrências tem atingido principalmente crianças muito pequenas, sobretudo bebês e menores de dois anos, grupo considerado mais suscetível a complicações respiratórias.

Ao contrário do que ocorreu em períodos anteriores, a Covid-19 não é a principal responsável pelo avanço das internações. O protagonismo agora é do Vírus Sincicial Respiratório, apontado como o principal agente por trás do aumento expressivo de hospitalizações infantis. Esse cenário não é isolado e também vem sendo observado em outras capitais das regiões Norte e Nordeste, como Belém, São Luís e Fortaleza.

No contexto estadual, a situação ganha ainda mais complexidade devido à circulação simultânea de outros vírus respiratórios. Além do VSR, há registro de casos de Influenza A, que tem afetado tanto crianças quanto idosos, e do rinovírus, que lidera os índices de detecção nos exames. Essa sobreposição de agentes infecciosos amplia a pressão sobre a rede hospitalar e exige respostas rápidas para evitar a sobrecarga dos serviços.

Diante desse quadro, especialistas reforçam a importância de medidas preventivas imediatas. A orientação é que pais e responsáveis fiquem atentos a sinais de alerta, como febre persistente e dificuldade respiratória, buscando atendimento médico sem demora. Paralelamente, a vacinação contra a gripe segue sendo uma estratégia essencial para os grupos prioritários, ajudando a conter o avanço das infecções e a reduzir a ocupação de leitos pediátricos na capital acreana.