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Uma investigação implacável e silenciosa conseguiu furar o bloqueio de poder e autoridade no caso que chocou a Polícia Militar de São Paulo. Detalhes revelados neste domingo (29) pelo programa True Crime, do SBT News, mostram como o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto montou uma cena de suicídio para esconder o assassinato de sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos. O oficial, que está preso, agora responde como réu por feminicídio após a perícia técnica destruir sua narrativa peça por peça.
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O delegado responsável, Lucas Lopes, explicou que a “perfeição” do relato do coronel foi o que primeiro acendeu o alerta. Enquanto o suspeito era extremamente detalhista em pontos convenientes, ele demonstrava uma frieza atípica e total desinteresse em saber onde o tiro havia atingido a esposa. “Ele não esboçava emoção, mantinha sempre o mesmo tom, com justificativas prontas”, afirmou o investigador.
A Ciência Contra a Mentira
A prova definitiva veio da balística e da análise de vestígios. A perícia constatou a ausência total de resíduos de pólvora nas mãos de Gisele algo que ocorre em quase 100% dos casos de suicídio por arma de fogo. Além disso, os respingos de sangue e a posição em que o corpo foi encontrado eram incompatíveis com um disparo efetuado pela própria vítima. A investigação também analisou milhares de horas de imagens e ouviu mais de 30 testemunhas em sigilo para evitar que o oficial usasse sua influência para interferir no processo.
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Escalada de Violência
Para fechar o cerco, a polícia mergulhou na intimidade do casal através de mensagens de celular. O conteúdo revelou o que o delegado chamou de “ciúme patológico”. O comportamento do tenente-coronel seguia o padrão clássico do agressor: uma escalada que partia do carinho excessivo para o controle absoluto e a violência psicológica. Gisele vivia em uma redoma de posse que terminou da forma mais trágica possível.
O caso agora segue na Justiça, servindo como um marco de que, diante da perícia técnica moderna, nem mesmo patentes elevadas conseguem sustentar farsas contra a vida de mulheres.
Veja o vídeo:
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Fonte: ContilNet
