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Tudo sobre Estados Unidos
A Rússia tem uma força aérea que impressiona — inclusive os Estados Unidos. A aeronave que está ultimamente no radar dos estadunidenses é o caça Su-35.
Segundo informações de um relatório compilado pelo pesquisador do Royal United Services Justin Bronk e acessado pelo Business Insider, a aeronave está voando cada vez mais equipada com mísseis ar-ar de longo alcance.
O documento também fala sobre o avião vem sendo equipado com mísseis R-37M, o qual é “muito mais capaz em longas distâncias” do que os mísseis R-77-1 que equipavam o Su-35.
Caça russo e suas armas
- Enquanto os mísseis R-77-1 têm alcance de 100 quilômetros aproximadamente, os R-37M chegam a cera de 320 quilômetros;
- Segundo Bronk, os R-37M de longo alcance eram “armas muito mais especializadas” para quantidade limitada de jatos russos, mas, “agora, vemos o emprego absolutamente rotineiro” do modelo nos caças Su-35;
- Ele ainda alega que o Su-35 é “a principal aeronave de superioridade aérea dos russos“;
- Em 2023, o Ministério da Defesa do Reino Unido o descreveu como o “jato de combate mais avançado da Rússia em serviço generalizado”.
Antes, tais mísseis ficavam restritos a uma quantidade pequena da força aérea russa, especialmente nos MiG-31. O relatório também exalta a escolha de pilotos especialistas para a pilotagem dos Su-35.
Bronk diz que a tripulação desses jatos são “geralmente mais bem selecionadas, melhor treinadas e mais capazes do que as tripulações dos MiG-31″, dando ainda mais alto poder de performance ao avião.
Ele também afirma que a troca dos “bastante limitados” mísseis R77-1 pelos modelos ar-ar de longo alcance “é uma mudança significativa“.
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Míssil já está em operação
O míssil R-37M já se mostrou eficaz pela Rússia. No fim de 2022, durante a guerra que se desenrola na Ucrânia, um relatório do RUSI trouxe que o armamento, em conjunto com o interceptador russo MiG-31BM se mostrava “altamente eficaz e difícil de ser evitado pelos pilotos ucranianos devido à sua velocidade, longo alcance e sistema de busca especializado para alvos em baixa altitude”.
A princípio, ele estava em processo inicial de instalação nos Su-35, atestou o relatório. Em novembro, um novo documento do RUSI destacou o aumento significativo do R-37M.
“[Este míssil,] em particular, foi usado para destruir várias aeronaves ucranianas a longa distância“, como um abate registrado a mais de 175 quilômetros.
Quanto ao Su-35, em 2022, analistas da RAND Corporation destacavam a aeronave como o “caça pesado emblemático da Rússia“. Aumentar sua capacidade ofensiva é, portanto, um grande passo para o país europeu.
A Ucrânia teria abatido vários dos Su-35 durante o conflito armado, mas, segundo Bronk, a frota “aumentou ligeiramente desde o início da guerra em grande escala”.
Estimativas de 2020 davam conta que a Rússia possuía cerca de 90 Su-35. O pesquisador indica que entre oito e dez foram perdidos em combate e em acidentes, mas que, desde então, foram entregues de 55 a 60 novos jatos, deixando os russos com cerca de 135 a 140 modelos ao todo.
Para chegar nesse número, Bronk estudou entrevistas com forças aéreas e ministérios ocidentais, dados das forças armadas ucranianas e informações públicas.
Além disso, Bronk sugere que as tripulações de Su-35 costumam ser “muito melhores em trabalhar com as defesas terrestres“. Isso significa que os aviões podem operar com mais eficiência sob a proteção dos sistemas de mísseis terra-ar russos, sendo, dessa maneira, “mais credíveis como uma ameaça ar-ar“.
