Por que o novo 5G é a base para a revolução da IA em 2026, segundo estudo

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A conversa sobre o 5G mudou em 2026. Não se trata mais apenas de onde o sinal chega, mas do que ele é realmente capaz de entregar. É o que aponta um relatório da Ookla, publicado na terça-feira (17).

Além disso, o documento aponta que ter essa tecnologia avançada agora é visto como algo essencial para os países que querem liderar no uso de inteligência artificial (IA) e manter sua competitividade.

Países do Golfo lideram em velocidade do 5G enquanto Europa tenta resolver problemas técnicos

O 5G mais moderno, chamado de Standalone, foi usado em 17,6% dos testes de velocidade no fim de 2025. No mundo todo, a velocidade comum de download com essa tecnologia ficou em 269 Mbps, segundo o relatório

Isso significa que ela é 52% mais rápida do que a primeira versão do 5G que conhecemos. Essa melhora acontece porque as operadoras estão usando melhor as frequências de rádio e tecnologias de ponta.

Por outro lado, existe uma grande diferença de velocidade entre as regiões do planeta. Países do Oriente Médio têm uma internet cinco vezes mais rápida do que a da Europa, por exemplo.

Os Emirados Árabes Unidos atingiram a marca de 1,24 Gbps, velocidade superior à de muitos cabos de internet fixa. Nos Estados Unidos, a velocidade ficou em 404 Mbps após grandes empresas terminarem de atualizar suas redes. 

A Europa ainda está atrás, com 205 Mbps, em parte porque os fabricantes de celulares precisam ajustar programas e as regras variam muito entre os países.

Para quem usa o celular no dia a dia, a maior vantagem é a duração da bateria. No Reino Unido, alguns aparelhos duraram 22% mais tempo conectados a essa nova rede. 

Essa tecnologia também ajuda serviços que funcionam pela internet, como a “nuvem”, a funcionarem mais rápido nos aparelhos. Por outro lado, para quem gosta de jogos online, a rede nova na Europa ainda pode ser um pouco mais lenta do que a versão antiga.

Empresas têm gastado bilhões para melhorar os programas que controlam redes 5G. Essas companhias estão criando formas de “alugar” pedaços específicos da rede para negócios que precisam de conexões garantidas. 

Os governos também estão ajudando porque sabem que um 5G forte é a base para o país ser competitivo na área de IA. Isso reforça como o 5G avançado deixou de ser apenas uma melhoria de conexão.