Mesmo diante da indefinição do Partido Liberal (PL) sobre sua pré-candidatura ao governo do Acre, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, afirmou que continuará apoiando o senador Márcio Bittar na corrida pela reeleição ao Senado.

Gladson, Bocalom e Bittar/Foto: Reprodução
Desde que anunciou a intenção de disputar o governo, Bocalom relata ter percebido um distanciamento tanto de Bittar quanto da direção do partido. Caso não receba sinal verde da legenda, o prefeito admite que poderá buscar outra sigla para viabilizar seu projeto político. Ainda assim, garante que mantém o senador como uma de suas duas opções para o Senado em 2026. A outra seria o atual governador Gladson Cameli, considerando que haverá duas vagas em disputa, conforme declarou em entrevista exclusiva concedida ao ContilNet nesta sexta-feira (13).
“Vou seguir apoiando os dois. Pra mim, continua o apoio para eles, entendeu?”, afirmou.
O prefeito ponderou que sua decisão está condicionada à forma como será tratado politicamente daqui para frente. Ele destacou a relação positiva com Gladson Cameli, mas demonstrou incerteza quanto ao comportamento de Márcio Bittar e às articulações entre PP e PL em Brasília.
“Agora, evidentemente vai depender muito da forma como vão me tratar, né? O Gladson está me tratando muito bem. Agora, essa forma que o Márcio está adotando, né, o PP com o PL em Brasília, eu não sei o que vai acontecer. Mas a minha intenção é continuar apoiando os dois. Claro, a menos que aconteça alguma coisa… se acontecer algo contrário… mas a minha tendência é apoiar os dois. Vou falar com os dois”, concluiu.
Bastidores e articulações
Nos bastidores, circula a informação de que Márcio Bittar ainda não declarou apoio à pré-candidatura de Bocalom por receio de perder o respaldo do governador Gladson Cameli em sua campanha ao Senado, o que poderia comprometer seu projeto de reeleição.
Também há movimentações envolvendo o PL e o Republicanos em torno de uma possível aliança para apoiar a candidatura do senador Alan Rick ao governo do Acre.
Bocalom confirmou que tem conhecimento dessas tratativas e reforçou que, caso não encontre espaço dentro do PL para disputar o governo, a saída da legenda poderá se tornar o único caminho viável.
