A apresentadora Márcia Goldschmidt utilizou suas redes sociais para expressar uma análise contundente sobre as motivações do crime ocorrido em Itumbiara. Para a comunicadora, o ato de Thales Machado não deve ser interpretado sob a ótica de um crime passional momentâneo, mas sim como um algo planejado para tortura psicológica contra a mãe das vítimas.
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Em sua análise, a apresentadora diz que a decisão de Thales poupar a vida da esposa e retirar a dos filhos visou impor uma “punição eterna” à mulher, forçando-a a enfrentar o luto diário até o último dia de sua vida. Márcia questiona a fragilidade do ego masculino diante da rejeição, apontando que a incapacidade de lidar com o término de um ciclo ou com a autonomia feminina tem gerado desfechos de extrema violência.
O contraste entre gêneros
Em sua reflexão, Márcia estabelece um paralelo entre o comportamento histórico de homens e mulheres diante de crises conjugais e infidelidades. A apresentadora destaca que, embora mulheres tenham sido submetidas a séculos de humilhações e traições, raramente recorrem ao crime como forma de vingança, focando, em vez disso, na proteção e na criação dos seus filhos.
A apresentadora sugere que o Brasil enfrenta uma nova e perigosa faceta do feminicídio, impulsionada por uma resistência masculina em aceitar a evolução da mulher na sociedade. Ao concluir sua análise, a comunicadora redefine o conceito de “sexo frágil”, atribuindo a fragilidade àqueles que não suportam a frustração emocional e utilizam a violência letal contra os próprios filhos para preservar uma ideia distorcida de honra.
Assista o vídeo:
Leia a análise
O portal BacciNotícias, transcreveu a análise da apresentadora:
“A maior mentira da humanidade precisa ser esclarecida agora.
O Brasil está em choque com o pai que matou os doids filhos e se suicidou para punir a mulher por uma traição.
Um homem de 40 anos, forte, mas a verdade dói.
Um homem é capaz de levantar 200 kilos, mas não suporta um não.
Não aguenta ser trocado, e não aguenta ser rejeitado.
A força masculina é um cristal que estilhaça no primeiro sinal de não.
Você não é o tal.
Ele não matou a mulher sabe porque? Ele matou os próprios filhos para que ela morra um pouco a cada dia pelo resto da sua vida.
Isso não é crime passional. Isso é projeto de tortura.
O machismo escalou e o feminicídio também
Se o ego do macho é ferido, ele amputa a alma da mãe matando os próprios filhos.
Já não basta apenas tirar a vida da mulher.
Seria isso a tal masculinidade? Virilidade?
Eles crescem ouvindo que homem não chora, homem não leva desaforo pra casa.
Homem não pode ser passado pra tás.
Homem é o sexo forte.
Ensinara para eles que a honra está no punho.
Esqueceram de avisar que eles não são soldados do ego, são seres humanos.
Enquanto nós, mulheres, o sexo frágil, as traídas a séculos, trocadas, humilhadas, há gerações, e, eu te pergunto quantas vezes você viu uma mulher matar um homem ou os próprios filhos porque foi trocada.
Compara. Poucas vezes.
Porque mesmo com o coração arrebentado em frangalhos, uma mulher ressurge do pó, protege os filhos, emerge do fundo do poço, levanta a cabeça e continua.
Ele preferiu ser um assassino morto e ser traído como eles fazem com a gente toda hora.
Que honra é essa que precisa de caixão dos filhos para ser vingada?
Sexo frágil é o que sobrevive ao inferno ou que fugiu da vida?
Deixo uma pergunta para vocês.. Não seria essa a verdadeira explosão do feminicídio principalmente no Brasil?
A mulher cresceu, assumiu o leme, aprendeu cicatrizar suas dores e o homem está tendo que começar a admitir que não o sexo frágil não é ela.”
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