
O Partido Comunista Brasileiro (PCB) anunciou nesta terça-feira (10), que vai disputar as eleições de 2026 com candidatura própria ao Governo do Acre. O comunicado foi divulgado nas redes sociais da sigla, por meio de nota pública.
No texto, o partido afirma que a decisão foi tomada “em consenso com sua militância” e sustenta que, apesar dos limites institucionais, o governo estadual pode atuar como “instrumento coletivo” a serviço da transformação social.
“O Partido Comunista Brasileiro – PCB em consenso com sua militância, optou por disputar as eleições de 2026. Compreendemos que mesmo com seus limites, um governo de estado pode atuar como um instrumento coletivo que deve estar a serviço do povo para a transformação social. Sempre na defesa dos direitos e da vida digna para os trabalhadores e trabalhadoras”, diz o início da nota.
A sigla faz críticas diretas ao atual governo estadual, liderado por Gladson Cameli, e classifica a gestão como um “projeto conservador de direita”. Segundo o partido, a administração privilegia “milionários em detrimento da maioria dos acreanos”.
O PCB também questiona o modelo de financiamento eleitoral no país. Para o partido, as disputas deixaram de ser centradas na democracia e passaram a ser influenciadas pelo volume de recursos investidos nas campanhas. A legenda defende a “democratização da democracia” e aponta desigualdade na distribuição de recursos partidários.
Na área da saúde, o texto cita dificuldades no acesso a atendimentos, exames e cirurgias, e critica a dependência de indicações políticas para obtenção de serviços públicos. Em relação à educação, o partido menciona falta de transparência na destinação de alunos, escassez de vagas no período noturno, enfraquecimento da Educação de Jovens e Adultos e desvalorização dos professores, com predominância de contratos considerados precários.
A nota também aborda a segurança pública, mencionando dificuldades no atendimento de ocorrências, especialmente na zona rural, e critica o que chama de transformação de direitos básicos em privilégios.
Em outro trecho, o PCB afirma que parte da população estaria sendo convencida por discursos da extrema-direita e faz menção a escândalos nacionais envolvendo políticos. A legenda ainda acusa o atual governo estadual de sucatear escolas, privatizar a saúde, desmontar serviços públicos e utilizar cargos comissionados como forma de acomodação política.
“Isso não é fruto do acaso. É uma escolha política deliberada: luxo para os seus e descaso para os trabalhadores”, conclui o partido.
Até o momento, o PCB não anunciou o nome que representará a legenda na disputa pelo Palácio Rio Branco.
