Após dias de buscas e sem pistas, Corpo de Bombeiros encerra buscas por idoso no Rio Juruá

A informação foi confirmada pelo comandante da corporação na região, major Josadac Cavalcante

O Corpo de Bombeiros Militar encerrou as operações de busca por um idoso de 78 anos que estaria desaparecido nas águas do Rio Juruá desde a última quinta-feira da semana passada. A informação foi confirmada pelo comandante da corporação na região, major Josadac Cavalcante, que detalhou as ações realizadas após o alerta da família.

Testemunhas relataram ter acompanhado o início do percurso e afirmaram que a embarcação avançou até aproximadamente a metade do rio: Foto/Reprodução

Segundo o oficial, os familiares informaram que o idoso havia sido visto próximo à rampa do Polo Naval, onde teria iniciado a travessia do rio em uma canoa carregada com ferragens. O destino seria o bairro da Lagoa, local onde residia, situado na margem oposta.

Testemunhas relataram ter acompanhado o início do percurso e afirmaram que a embarcação avançou até aproximadamente a metade do rio. No entanto, não há confirmação de que o idoso tenha conseguido concluir a travessia, nem registros de pessoas que tenham presenciado um possível naufrágio.

Com base nessas informações, equipes dos bombeiros foram mobilizadas e realizaram uma série de diligências. Os militares conversaram com moradores ribeirinhos e buscaram imagens de câmeras de segurança instaladas em pontões e no Centro Integrado, mas nenhum registro relevante foi localizado.

Mesmo sem um ponto preciso do desaparecimento, mergulhadores atuaram na área onde o idoso foi visto pela última vez. Também foram realizadas varreduras com o uso de ímãs, devido à presença de material metálico na canoa, além de buscas com garatéias e inspeções subaquáticas pontuais.

Apesar do empenho das equipes, não foram encontradas evidências que confirmassem o desaparecimento no rio. O major explicou que as buscas foram dificultadas pelo volume elevado do Rio Juruá, que apresentava cerca de 250 metros de largura, ampliando significativamente a área a ser coberta. A visibilidade subaquática era inexistente, o que obrigou os mergulhadores a trabalharem apenas com o tato.

Diante da ausência de indícios concretos de afogamento, o Corpo de Bombeiros decidiu encerrar a operação. A família foi orientada a registrar o caso junto às autoridades policiais, para que o desaparecimento seja investigado e outras hipóteses possam ser apuradas.