Quem era Rodrigo Castanheira, adolescente que morreu após ser agredido por piloto

A morte de Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira (16), foi confirmada no sábado (07), após duas semanas de internação em estado grave. O adolescente havia sido agredido durante uma briga com o ex-piloto da Fórmula Delta Pedro Arthur Turra Basso, em 22 de janeiro, no Distrito Federal. A confirmação do óbito foi feita pelo advogado da família.

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Rodrigo estava internado na UTI do Hospital Brasília, em Águas Claras, desde o dia da agressão. O caso gerou mobilização de amigos e familiares, que realizaram vigílias em frente à unidade hospitalar em apoio ao jovem.

Vida e rotina no DF

Morador do Distrito Federal, Rodrigo estudava no Colégio Vitória Régia. Segundo pessoas próximas, ele era um adolescente integrado à rotina escolar e ao convívio com amigos. Durante o período de internação, familiares chegaram a informar que o jovem havia apresentado reações a estímulos, o que trouxe expectativa de recuperação.

Com o avanço do quadro clínico, os pais optaram por restringir visitas para preservar o estado de saúde do adolescente. Apesar dos esforços da equipe médica, Rodrigo morreu em decorrência das complicações causadas pelo trauma.

Entenda como ocorreu a agressão

De acordo com a investigação, a confusão começou na noite de 22 de janeiro. Testemunhas relataram que o suspeito teria jogado um chiclete mascado em um amigo da vítima, o que deu início a provocações e, em seguida, a agressões físicas entre os envolvidos.

Vídeos gravados no local mostram o momento em que Rodrigo é atingido por um soco e bate a cabeça contra um carro. O impacto o deixou desacordado. Ele foi socorrido e levado ao hospital após apresentar sinais graves, incluindo vômito com sangue.

Investigação e posicionamento da defesa

O caso é investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal. O Ministério Público do DF solicitou nova ordem de prisão relacionada ao episódio. Em coletiva, o delegado responsável pela investigação apresentou informações adicionais e citou registros de outros supostos episódios envolvendo o investigado.

A defesa contestou as declarações, afirmando que não cabe à autoridade policial fazer avaliações de ordem psicológica sobre o suspeito. O caso segue sob apuração.

A morte do adolescente provocou comoção entre colegas, familiares e moradores da capital, que acompanharam a evolução do estado de saúde de Rodrigo desde a agressão.

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