Fundamentais para a fabricação de diversos produtos modernos, esses minerais são difíceis de se extrair do solo

(Imagem: Joaquin Corbalan P/Shutterstock)

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Você com certeza ouviu falar nos últimos meses de terras raras. Fundamentais para a fabricação de diversos produtos modernos, esses minerais estão no centro da disputa geopolítica pela hegemonia tecnológica global.

Também chamados de metais raros, eles são amplamente usados para criação de ímãs superpotentes, baterias de carros elétricos, turbinas e até telescópios espaciais. São elementos químicos presentes na crosta terrestre, mas que são difíceis de se encontrar em grandes quantidades. O que pode mudar num futuro não tão distante.

Bateriais
Minerais são usados, por exemplo, na fabricação de baterias para carros elétricos (Imagem: to:guteksk7/iStock)

Importância geopolítica das terras raras

  • Hoje, a extração destes recursos está concentrada em apenas alguns países, sendo a China responsável por mais de 70% deste importante mercado.
  • Por outro lado, os EUA têm um acesso limitado aos recursos.
  • Como a demanda tende a aumentar ainda mais, uma corrida pelos minerais começou.
  • O presidente Donald Trump, por exemplo, tem buscado fechar acordos envolvendo os metais raros.
  • Em alguns casos, como o da Groenlândia, que conta com um importante suprimento destes recursos, houve até mesmo ameaça de tomar o território.
  • Uma postura que deixa claro a importância destes metais.

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Terras raras estão no centro da disputa entre EUA e China (Imagem: Knight00730/Shutterstock)

Como falamos, apesar de sua enorme importância, esses metais são difíceis de se extrair do solo. Para isso, é necessário gastar muito dinheiro, além do acesso ao que há de mais moderno na tecnologia global.

Mas uma esperança de mudar esse cenário surge em um estudo publicado na revista Environmental Science & Technology. Pesquisadores da Northeastern University, nos EUA, desenvolveram uma nova forma de retirar os minerais dos resíduos deixados pela mineração de carvão. Segundo a equipe, ela seria até três vezes mais eficiente do que as abordagens atuais.

Processo de extração dos metais é bastante complexo e caro (Imagem: Phawat/Shutterstock)

Esse novo processo envolve duas etapas principais: cozinhar os rejeitos de carvão em uma solução alcalina enquanto são aquecidos por micro-ondas, e depois usar um tratamento com ácido nítrico para separar as terras raras do restante da rocha.

Apesar do potencial desta descoberta, existem alguns desafios. O principal deles é o custo. Embora haja uma abundância de resíduos de rejeitos de carvão para explorar, as composições minerais dessas rochas variam dependendo da localização. O processo de extração precisaria ser refinado em cada caso. Mas quem sabe novos estudos possam aprimorar ainda mais este método recém-apresentado.

Alessandro Di Lorenzo

Alessandro Di Lorenzo é formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e atua na área desde 2014. Trabalhou nas redações da BandNews FM em Porto Alegre e em São Paulo.