A Polícia Civil realizou uma perícia complementar no local onde a corretora Daiane Alves Sousa, de 43 anos, foi morta, em Caldas Novas (GO). O trabalho incluiu simulações com disparos de arma de fogo para ajudar a esclarecer a dinâmica do crime, segundo informou o delegado André Barbosa em entrevista à TV Anhanguera.
- Homem mata ex-mulher na saída do trabalho e acaba morto em acidente; vídeo
De acordo com a polícia, a medida busca confrontar o depoimento prestado pelo síndico Cléber Rosa de Oliveira, preso por suspeita de homicídio, com evidências técnico-científicas. O delegado ressaltou que a reconstituição ainda não foi concluída e que, neste momento, não é possível afirmar como a vítima foi assassinada nem confirmar se houve, de fato, disparos durante o crime.
Cléber e o filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, foram presos na quarta-feira (28). O síndico é investigado por homicídio, enquanto o filho é suspeito de obstrução de justiça. Um porteiro do prédio também foi levado à delegacia para prestar esclarecimentos, mas não teve a prisão decretada.
Daiane estava desaparecida havia mais de 40 dias quando o síndico confessou o crime à polícia. O corpo da corretora foi localizado em uma área de mata a cerca de 20 quilômetros da cidade, já em estado de ossada. Ela foi vista pela última vez no dia 17 de dezembro, ao descer até o subsolo do prédio após ficar sem energia elétrica no apartamento.
Mais detalhes
Antes de desaparecer, a corretora chegou a gravar vídeos mostrando a falta de luz e enviou as imagens a uma amiga, afirmando que iria religar o padrão de energia. No dia seguinte, a mãe dela, Nilze Alves, foi até o imóvel, encontrou o local fechado e registrou boletim de ocorrência. Segundo a família, Daiane mantinha conflitos com moradores e com a administração do condomínio.
O caso já envolvia disputas judiciais antes do homicídio. Em janeiro, o Ministério Público havia denunciado o síndico pelo crime de perseguição reiterada contra Daiane, com registros de ameaças, agressões verbais e monitoramento constante ao longo de 2025. A defesa de Cléber afirma que os fatos ainda estão sendo apurados e que ele segue colaborando com as investigações, além de negar qualquer participação do filho no crime.
Leia mais no BacciNotícias:
- Síndico confessa assassinato de corretora
- Filho mata e arranca os olhos do próprio pai
- Homem mata esposa estrangulada e confessa o crime
