Reprodução/ESDI-UERJ

Morreu nessa quinta-feira (28/1), aos 77 anos, o cineasta Silvio Da-Rin. Ele atuou como secretário do Audiovisual no Ministério da Cultura (MinC) durante a primeira gestão do presidente Lula. A causa da morte não foi informada.
Carioca, Da-Rin construiu uma trajetória dedicada ao documentário como ferramenta de reflexão sobre a história, a política e a sociedade brasileira. Iniciou a carreira na década de 1970 como técnico de som e integrou equipes de cerca de 150 produções audiovisuais.
Como diretor, estreou em 1980 com o curta-metragem Fênix, homenagem a brasileiros que enfrentaram a ditadura militar. Dirigiu ainda Igreja da Libertação (1985), documentário que retrata comunidades eclesiásticas e o papel social da religião.
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Em 2007, lançou Hércules 56, seu primeiro longa documental e uma das obras mais emblemáticas da carreira. O filme revisita o sequestro do embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick, em 1969, episódio central da resistência à ditadura que resultou na libertação de presos políticos.
Além do cinema, Da-Rin teve atuação relevante em políticas públicas para o audiovisual brasileiro. Como secretário do Audiovisual do MinC entre 2007 e 2010, ele liderou o lançamento do Programa Nacional de Estímulo à Parceria entre a Produção Independente e a Televisão.
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