Vítima estava prestes a receber alta quando morreu vítima de medicamentos irregulares

Filha da professora aposentada Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos, Kássia Leão afirmou, nesta quarta-feira (21), que a mãe sofria de um caso simples de constipação, e estava prestes a voltar pra casa quando a idosa morreu vítima do técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24, no Hospital Anchieta, localizado em Taguatinga, no Distrito Federal.

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“Nenhuma alteração no exame de sangue, nenhuma alteração na tomografia. Nada além disso, uma constipação. Ela ia ser medicada e voltava para casa”, disse ela, em entrevista à TV Globo.

Segundo investigação da Polícia Civil (PC), Miranilde apresentou piora após Marcos Vinícius aplicar medicamentos de forma irregular, morrendo no dia 17 de janeiro, após sofrer uma parada cardíaca.

Kássia comenta morte da mãe

Kássia afirmou que a mãe confiava na unidade de saúde, e foi até lá acusando inchaço e incômodo na barriga. Os exames, no entanto, não apontaram alteração. Em seguida, a paciente sofreu uma queda no hospital, e acabou internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para observação.

A professora aposentada passou a apresentar piora durante os seis dias do óbito, quando teria recebido quatro aplicações irregulares. Mais tarde, Marcos teria ainda aplicado dez doses de desinfetante.

Três técnicos presos

Três técnicos de enfermagem foram presos sob suspeita de participação nos crimes. São eles Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva. Eles foram detidos pela Polícia Civil do Distrito Federal e permanecem à disposição da Justiça.

Segundo as investigações, o trio é apontado como responsável pela morte de ao menos três pacientes internados na UTI do Hospital Anchieta. As vítimas são João Clemente Pereira, de 63 anos, servidor da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal, Marcos Moreira, 33, servidor dos Correios, e Miranilde Pereira da Silva, 75. A motivação dos crimes ainda é investigada.

Uma quarta técnica de enfermagem passou a ser investigada por possível envolvimento na morte dos três pacientes. O caso é apurado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) como homicídio doloso qualificado.

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