A passista Marryeth Soares, de 29 anos, denunciou o ex-companheiro Cleildo Barroso, presidente da escola de samba Grande Família, por agressão e ameaça na madrugada desta sexta-feira (16), em Manaus. Cleildo chegou a ser preso em flagrante, mas foi liberado horas depois após pagamento de fiança.
Segundo Marryeth, este não seria o primeiro episódio de violência sofrido por ela, e o ex-companheiro teria histórico de agressões em outros relacionamentos. Apesar da separação, o casal ainda mantinha contato e chegou a passar a noite juntos, consumindo bebidas alcoólicas.
Vídeo: mulher é agredida e arrastada pelo companheiro para fora de carro
Durante a madrugada, a passista afirma que acordou e encontrou Cleildo com seu celular, questionando mensagens antigas, o que teria desencadeado o ataque.
Vizinhos acionam a polícia durante ataque
Marryeth contou que tentou se afastar, mas foi agredida e ameaçada, precisando pedir socorro. Vizinhos ouviram os gritos e acionaram a polícia. A mãe do suspeito teria escondido a vítima em sua residência até a chegada da guarnição. A passista ainda relatou que uma faca, usada anteriormente para cortar alimentos, foi empregada para intimidá-la.
Durante a agressão, Marryeth gravou vídeos e compartilhou partes nas redes sociais, relatando ter sido ameaçada de morte. O caso gerou grande repercussão e reacende o debate sobre violência doméstica, segurança e proteção de mulheres em Manaus e em todo o Brasil.
Defesa da vítima critica soltura
O ex-companheiro da passista Marryeth Soares, Cleildo Barroso, foi preso em flagrante e levado à Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM), mas obteve liberdade provisória mediante pagamento de fiança.
A defesa da vítima considera a soltura um equívoco judicial e informou que continuará buscando medidas para garantir a proteção de Marryeth. Segundo o advogado Marcelo Amil, “ela não vai se calar e não pode se calar. Vamos solicitar medidas protetivas de urgência e pedir ao Ministério Público a prisão preventiva. Existe um histórico de agressividade. Como alguém assim está em liberdade? A Justiça precisa agir”.
Ainda de acordo com a equipe jurídica, serão protocolados ao longo do dia pedidos para impedir que o suspeito se aproxime da vítima ou tente qualquer tipo de contato. O caso volta a chamar atenção para a necessidade de ações efetivas de proteção a mulheres vítimas de violência doméstica em Manaus e em todo o Brasil.
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