A Prefeitura de São Paulo informou que a prisão de Janaína Reis Miron, irmã do prefeito Ricardo Nunes (MDB), ocorreu dentro dos parâmetros legais e foi respaldada por mandados expedidos pela Justiça, no “rigor da lei”.
Em comunicado oficial, a administração municipal ressaltou que a abordagem seguiu os protocolos previstos em lei e utilizou critérios técnicos do Smart Sampa, sistema de monitoramento adotado pela cidade e apontado como uma das principais iniciativas da atual gestão.
Irmã de Ricardo Nunes é presa após ser identificada pelo Smart Sampa
De acordo com as autoridades, Janaína é investigada por desacato, embriaguez ao volante e lesão corporal, além de constar como alvo de dois mandados de prisão em aberto. Ela foi localizada na tarde desta quinta-feira (15), por volta das 15h20, em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) situada na Avenida Clara Mantelli, no bairro Socorro, zona sul da capital.
A identificação ocorreu após o sistema Smart Sampa confirmar a presença da suspeita no local. Em seguida, a mulher foi detida e encaminhada ao 11º Distrito Policial (DP) de Santo Amaro, também na zona sul de São Paulo, onde permaneceu à disposição das autoridades competentes.
Janaina foi condenada por agressão ao filho
Além das acusações recentes por desacato, embriaguez e lesão corporal, a irmã do prefeito Ricardo Nunes já havia sido condenada anteriormente pela Justiça. Em abril de 2024, Janaína recebeu pena de oito meses de detenção em regime aberto por agressões cometidas contra o próprio filho, então com 11 anos de idade.
Segundo a decisão judicial, os episódios ocorreram em 2014 e envolveram atos considerados graves, como mordidas, puxões de cabelo, impactos da cabeça da criança contra a parede e arremesso de objetos. Laudos periciais confirmaram a existência de lesões corporais leves, o que embasou a condenação da ré.
Irmã do prefeito estava foragida
Advogada de formação, Janaína estava foragida da Justiça no momento da prisão. A condenação foi registrada em seu nome de solteira, Janaína Reis Barbosa, enquanto atualmente ela utiliza o nome Janaína Reis Miron. Conforme apontam registros judiciais, há menções a um histórico de comportamento agressivo associado ao consumo excessivo de álcool, fator considerado relevante na análise do caso pelas autoridades.
Em 2021, Janaína chegou a obter o benefício da suspensão condicional do processo, medida que evitava o prosseguimento da ação penal. No entanto, o acordo foi revogado em 2023, após o descumprimento das exigências impostas pela Justiça, entre elas a mudança de endereço sem a devida comunicação ao Judiciário.
No ano seguinte, 2024, o caso voltou a ser analisado e resultou na confirmação da pena de oito meses de detenção em regime aberto. Desde então, Janaína permanecia em situação irregular perante a Justiça, condição que se estendeu até a prisão realizada nesta quinta-feira, quando a decisão judicial foi finalmente cumprida.
Leia mais no BacciNotícias:
- Prefeito de SP, Ricardo Nunes revela se vai disputar governo do estado em 2026
- Em conversa com Ricardo Nunes e Tarcísio, Lula aponta culpado da falta de energia em SP
- Ricardo Nunes critica atuação da Enel em SP: ‘Não pode mais continuar aqui’
