O influenciador digital Felca prestou depoimento à Justiça nesta terça-feira (13) no âmbito de uma ação que envolve o criador de conteúdo Hytalo Santos e o marido dele, Israel Vicente, conhecido como Euro. Ambos estão presos e são investigados por tráfico de pessoas, exploração sexual e trabalho infantil artístico, entre outros crimes.
A audiência ocorreu durante a fase de instrução do processo, na 2ª Vara Mista de Bayeux, na Paraíba, e apura suspeitas relacionadas à exploração e sexualização de crianças e adolescentes em conteúdos publicados nas redes sociais.
- Vídeo: ‘mini tsunami’ atinge litoral da Argentina, causa morte e 35 feridos
Durante o depoimento, Felca foi questionado se teria obtido vantagem financeira com um vídeo publicado em agosto, intitulado “Adultização”, que teve grande repercussão e contribuiu para o avanço das investigações do Ministério Público. O influenciador afirmou que não recebeu qualquer valor com o material e disse que o vídeo foi desmonetizado desde o início, por tratar de um tema sensível. Ele também negou ter recebido recursos posteriormente, mesmo com finalidade de doação.
Foto: Reprodução
Apesar de afirmar que não houve ganho financeiro direto, Felca reconheceu que o vídeo ampliou sua visibilidade, alcançando milhões de visualizações e resultando em convites para participações em programas de televisão.
O influenciador também respondeu a questionamentos sobre a diferença entre o tom mais firme utilizado em seus vídeos no YouTube e a postura adotada durante a audiência judicial. Segundo ele, suas opiniões foram baseadas em informações públicas disponíveis na internet, negando qualquer atuação como investigador. Ele explicou que tomou conhecimento dos fatos por meio de conteúdos acessíveis ao público nas redes sociais.
Milhões de visualizações
Ao falar sobre os números de Hytalo Santos nas plataformas digitais, Felca afirmou que os vídeos alcançavam dezenas de milhões de visualizações e que a presença frequente de menores nos conteúdos teria contribuído para esse alto engajamento.
Durante o depoimento, Felca também mencionou a jovem conhecida como Kamylinha, citada no processo. Ele explicou que, com base em datas e cálculos de idade, a adolescente aparecia nos vídeos desde os 12 ou 13 anos. Em alguns momentos, disse não se recordar com exatidão da origem de determinadas informações e admitiu que uma declaração anterior teria sido feita após influência de terceiros.
Leia mais no BacciNotícias:
- ‘Está sendo torturado psicologicamente’, protesta Flávio sobre prisão de Bolsonaro
- Moraes nega recurso de Bolsonaro para nova análise de condenação
- Filho de cantora gospel compartilha fotos com o namorado e web reage
