‘É como se tivessem me enterrado viva’, diz mãe de menina que morreu após ficar presa em ralo

Um acidente doméstico resultou na morte de uma menina, de 11 anos, na cidade de Campinas, interior de São Paulo. Anna Clara, estava na residência de sua avó quando foi presa pelo sistema de ralo da piscina.

O caso ocorreu enquanto o equipamento passava por procedimentos de manutenção, expondo os graves riscos relacionados ao funcionamento de bombas hidráulicas em áreas de lazer durante o uso por banhistas.

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Como tudo aconteceu

Registros de câmeras de seguranças detalham a rapidez com que a fatalidade aconteceu. A menina, entrou na água e foi imediatamente puxada pela força da bomba de sucção. Apesar da presença de pessoas nas proximidades, a gravidade da situação não foi percebida de imediato, e a menina permaneceu submersa por cerca de 15 minutos até ser resgatada.

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Após o ocorrido, ela foi encaminhada ao hospital em estado crítico, mas não resistiu às complicações decorrentes de quatro paradas cardíacas.

Relato da mãe

Relatos da família indicam que a bomba da piscina havia acabado de passar por um conserto e permaneceu ligada enquanto as crianças ainda se banhavam.

Em entrevista ao ‘SBT Brasil’, Michele Soares, mãe da vítima, descreveu o momento como uma dor insuportável e destacou que o acidente ocorreu em um curto intervalo de tempo em que os adultos se ausentaram da beira da piscina.

Minha mãe estava fazendo almoço e meu padrasto estava arrumando a bomba junto com outro rapaz. As duas meninas ficaram na piscina. A mãe da menina estava lá, mas saiu. Foi nesse momento que tudo aconteceu. Eu achava a todo momento que minha filha ia voltar, é como se tivessem me enterrado viva”, comentou Michele.

Especialistas em segurança aquática reforçam que manutenções nunca devem ser realizadas com usuários na água e que a supervisão adulta deve ser ininterrupta.

Piscina em manutenção precisa ficar vazia. Nunca se faz conserto com criança dentro. E sempre deve haver um adulto responsável acompanhando”, alerta Leonardo Bernardi Virga, especialista em segurança de piscinas da FAP.

 

Investigação

O falecimento de Anna Clara integra uma estatística preocupante no Brasil. Dados da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático indicam que a maioria dos afogamentos envolvendo crianças de até nove anos ocorre em ambientes controlados, como piscinas residenciais.

A investigação sobre as responsabilidades no caso da menina em Campinas já está em andamento, sendo conduzida sob segredo de Justiça para preservar os detalhes do processo e a intimidade dos envolvidos.

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