
O Brasil recicla mais de 90% dos pneus velhos do país, segundo o Ibama. Desde 2009, o país tem uma política nacional para dar uma destinação ambientalmente correta para os pneus que não servem mais para o uso original. Os fabricantes e importadores são os responsáveis por coletar e dar um fim adequado a uma quantidade de pneus velhos equivalente à quantidade que essas mesmas empresas colocam no mercado.

O pneu vira piso ecológico, artesanato, asfalto borracha ou é usado como combustível alternativo em fábricas de cimento. Um modelo de logística reversa semelhante ao adotado por países da União Europeia, Japão e Estados Unidos.
O descarte irregular de pneus causa graves problemas. Eles podem se tornar criadouros do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, ocupam espaços em lixões e aterros, aumentam o risco de incêndios que liberam fumaça tóxica, além de contaminarem o solo e a água.
O país superou a marca de 90% de cumprimento da meta de descarte na maioria dos últimos anos, exceto por quedas pontuais como em 2021, ano de desafios logísticos na pandemia de Covid-19. O consumidor também deve ajudar: nada de abandonar pneus em terrenos baldios, ruas ou na natureza. O Ibama também disponibiliza um painel interativo online com quase 1.200 pontos de coleta em 355 municípios.
