Cruzeiro do Sul, no Vale do Juruá, encerrou o ano de 2025 com um aumento expressivo nos registros de dengue. Dados consolidados pela Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde mostram que, ao longo do ano, foram feitas 9.702 notificações, das quais 2.697 resultaram em confirmação da doença.

Mesmo com a diminuição dos casos, a Vigilância em Saúde alerta que o índice de infestação do mosquito permanece alto: Foto/Reprodução
Segundo o coordenador de Vigilância em Saúde, Leonísio Messias Mendonça, o avanço dos casos está diretamente ligado aos elevados índices de infestação do Aedes aegypti no município. Os levantamentos realizados pelas equipes de campo identificaram a ampla presença do mosquito em diversos bairros, indicando um cenário de alerta.
O início de 2025 foi marcado por números elevados. Apenas em janeiro, o município registrou 757 casos prováveis de dengue. Com o reforço das ações de controle e a participação da população, os registros passaram a apresentar queda progressiva ao longo dos meses. Em novembro, o número de casos prováveis caiu para 63, evidenciando uma redução contínua.
Mesmo com a diminuição dos casos, a Vigilância em Saúde alerta que o índice de infestação do mosquito permanece alto. Os principais focos continuam sendo recipientes inadequados para armazenamento de água, como caixas d’água e tanques ao nível do solo sem tampa, que favorecem a reprodução do vetor.
Diante desse cenário, a Secretaria Municipal de Saúde reforça a necessidade de colaboração da população, orientando que todos os reservatórios sejam mantidos devidamente vedados, como medida essencial para evitar um novo aumento da doença.
Os chamados casos prováveis referem-se a atendimentos de pacientes com sintomas como febre, dores no corpo, dor de cabeça e manchas avermelhadas na pele — sinais comuns também a outras arboviroses, como zika e chikungunya. Esses registros passam por investigação até a confirmação do diagnóstico.
Os dados abrangem tanto a zona urbana quanto a zona rural do município, embora a dengue seja considerada uma doença predominantemente urbana, onde se concentra a maior parte dos casos. A Vigilância em Saúde destaca que o enfrentamento à dengue no Vale do Juruá depende da atuação conjunta do poder público e da população, especialmente na eliminação de criadouros dentro das residências.
