Após operação militar na Venezuela, Trump ameaça atacar a Colômbia

Presidente dos EUA disse que o país comandado por Gustavo Petro está “muito doente” e afirmou não descartar uma ação militar

Menos de 48 horas após o ataque militar contra a Venezuela, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou que a Colômbia pode ser o próximo alvo de uma operação norte-americana.

Em entrevista a bordo do avião presidencial Air Force One, na noite desse domingo (4/1), o presidente dos EUA disse que a Colômbia está “muito doente” e comentou sobre possibilidades de operações militares no México e em Cuba.

“A Colômbia também está muito doente, governada por um homem doente que gosta de produzir cocaína e vendê-la para os Estados Unidos, e ele não vai continuar fazendo isso por muito tempo”, disse Trump.

Após isso, jornalistas questionaram o republicano se a resposta significava que uma operação militar poderia ser realizada contra a Colômbia. Trump respondeu: “Para mim, parece ótimo”.

O presidente colombiano, Gustavo Petro, é um dos principais alvos de Trump no continente. O republicano já chegou a afirmar que o líder da Colômbia é um “traficante produtor de cocaína” e que deveria ser preso.

Questionado sobre o México, Trump disse que o país vizinho, comandado pela presidente Claudia Sheinbaum, “precisa se organizar”.

“O México precisa se organizar, porque eles estão inundando o México com drogas, e nós teremos que fazer alguma coisa”, disse. Trump afirmou que já ofereceu “repetidamente” a ajuda de tropas norte-americanas para atuar no México, mas que Sheinbaum “está um pouco receosa”.

Sobre Cuba, Trump disse que os Estados Unidos não precisarão tomar uma ação sobre a ilha comunista. “Acho que simplesmente vai desabar. Não acho que precisemos fazer nada”, disse.

Ameaça de novos ataques contra  Venezuela

Na madrugada do último sábado (3/1), militares dos Estados Unidos realizaram um ataque contra Caracas, que resultou na captura do então presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e da esposa dele, Cilia Flores. Os dois foram levados para Nova York, onde estão presos e aguardam julgamento por crimes como narcoterrorismo.

Nesta segunda-feira (5/1), Maduro será apresentado oficialmente a um juiz federal em Nova York.

Em meio às incertezas sobre o futuro da Venezuela, Donald Trump ameaçou, nesse domingo, a atual comandante do país, Delcy Rodríguez, e afirmou que a vice de Nicolás Maduro poderá pagar um “preço alto” se não colaborar com os planos dos Estados Unidos.

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Maduro foi capturado no sábado (3/1)

Ofensiva  norte-americana em solo venezuelano foi realizada neste sábado (3/1)
Nicolás Maduro chega aos Estados Unidos
Imagens da ofensiva realizada em Caracas
Nicolás Maduro chega aos Estados Unidos

“Se ela não fizer o que é certo, pagará um preço muito alto, provavelmente maior do que Maduro”, declarou o presidente dos EUA entrevista ao jornal The Atlantic.

No sábado (3/1), Trump sinalizou que as forças dos EUA, estacionadas na América Latina e Caribe, estão prontas para uma possível segunda onda de ataques contra a Venezuela, “caso seja necessário”.

Os planos dos Estados Unidos para o país ainda não estão claros. Trump, no entanto, já afirmou que Washington pretende governar a Venezuela durante um período de transição e intervir diretamente no setor petrolífero.

Ação militar na Venezuela

Segundo o presidente dos Estados Unidos a operação militar teve como alvo a estrutura do regime chavista e resultou na captura de Nicolás Maduro. Ele classificou a ação como uma “operação brilhante” e afirmou que a capacidade militar da Venezuela foi neutralizada.

De acordo apuração do jornal norte-americano The New York Times, o número de mortos durante os ataques à Venezuela dobrou em 24h e chegou a 80. A contagem anterior, divulgada pelo próprio veículo, apontava 40 vítimas entre militares e civis após os bombardeios.

O dado atualizado foi repassado por um alto funcionário venezuelano, sob condição de anonimato. A fonte afirmou, ainda, que o total de mortos pode aumentar nas próximas horas à medida que novas informações forem confirmadas.

Mais cedo, o ministro da Defesa da Venezuela, general Vladimir Padrino, afirmou que grande parte da equipe de segurança do presidente Nicolás Maduro foi morta nos ataques.