Homem admite matar professor por não aceitar o fim do relacionamento

Victor confessou ter matado Régis por asfixia, aplicando um golpe de “mata-leão” após uma discussão motivada por um relacionamento amoroso

Os dois principais suspeitos pelo assassinato do professor e representante comercial Reginaldo Silva Corrêa, conhecido como “Régis”, passaram por audiência de custódia na manhã desta quinta-feira (2), no Fórum da Comarca de Epitaciolândia, na fronteira com a Bolívia.

Segundo a polícia, Victor confessou ter matado Régis por asfixia: Foto/Reprodução

Foram apresentados à Justiça Victor Oliveira da Silva, de 27 anos, que usa tornozeleira eletrônica, e Marejane Maffi, de 48 anos, ambos presos na quarta-feira (1º) durante a investigação da Polícia Civil sobre o desaparecimento do professor, ocorrido na semana passada, quando o carro da vítima foi visto cruzando para o território boliviano.

Segundo a polícia, Victor confessou ter matado Régis por asfixia, aplicando um golpe de “mata-leão” após uma discussão motivada por um relacionamento amoroso. O corpo foi enterrado em uma cova rasa no quintal do suspeito. Já Marejane admitiu que auxiliou no crime, fornecendo materiais para ocultar o cadáver e transportando o carro da vítima até a Bolívia. O veículo foi localizado em um ramal, a cerca de 16 km de Cobija, e a polícia investiga se ele teria sido negociado ou trocado por drogas.

Durante a audiência, a Justiça determinou a manutenção da prisão preventiva de Victor, enquanto para Marejane foi inicialmente fixada fiança de R$ 20 mil, posteriormente reduzida para R$ 10 mil, permitindo que ela responda ao processo em liberdade assistida após o pagamento.

A Polícia Civil tem 30 dias para reunir provas que sustentem a denúncia e mantenham a prisão preventiva até o julgamento do caso.