A seca prolongada continua causando sérios impactos em Rio Branco. Segundo o coordenador da Defesa Civil Municipal, tenente-coronel Cláudio Falcão, o número de solicitações por apoio para abastecimento de água cresce a cada dia, enquanto alguns igarapés da cidade já estão completamente secos.

Em agosto, a cidade registrou apenas 12 milímetros de precipitação, muito abaixo da média de 46,5 mm Foto: Reprodução
“Hoje mesmo nós vamos visitar alguns igarapézinhos na região do Mutum. Eles estão com zero de água, secaram de vez, estão torrados. No fundo, o que se vê são folhas. Então, nada mudou”, relatou Falcão.
O tenente-coronel explicou que o cenário é consequência direta da falta de chuvas nos últimos meses. Em agosto, por exemplo, a cidade registrou apenas 12 milímetros de precipitação, muito abaixo da média de 46,5 mm. “E só chegamos a esse número porque no último dia do mês choveu 9,4 milímetros. Caso contrário, teríamos fechado agosto com apenas 3 milímetros”, detalhou.
Ele lembrou ainda que julho também foi marcado por baixa pluviometria, o que agravou a situação atual. Apesar das primeiras chuvas de setembro, os efeitos do déficit hídrico continuam perceptíveis. “Está chovendo um pouquinho agora em setembro, sim. Mas e as consequências de antes?”, questionou Falcão.
A Defesa Civil segue monitorando os locais mais afetados e oferecendo suporte às comunidades que enfrentam falta de água potável.
