Olhar Digital > Pro > Falta de regras para IA ameaça direitos humanos na Austrália, diz comissária

Especialistas pedem supervisão, testes de viés e dados representativos para evitar injustiças

Imagem: Suri_Studio/Shutterstock

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A inteligência artificial corre o risco de reforçar racismo e sexismo na Austrália caso não seja devidamente regulamentada, alertou a comissária de direitos humanos do país, Lorraine Finlay.

Finlay defende uma lei específica para IA, complementando normas já existentes, como a Lei de Privacidade, e prevê testes rigorosos de viés, conforme explica o The Guardian.

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IA pode consolidar preconceitos, adverte comissária de direitos humanos (Imagem: tadamichi/Shutterstock)

Autoridades pedem ação contra o problema

  • A preocupação ganhou força após a senadora trabalhista Michelle Ananda-Rajah — médica e ex-pesquisadora em IA — criticar a proposta de liberar todos os dados nacionais para empresas de tecnologia.
  • Para ela, é essencial treinar modelos com dados australianos para evitar que preconceitos internacionais sejam importados, mas sem abrir mão de remuneração justa a criadores de conteúdo.
  • O debate ocorre às vésperas da cúpula econômica do governo, onde serão discutidos ganhos de produtividade da IA.
  • Sindicatos, mídia e setor artístico alertam para riscos de violação de direitos autorais e de privacidade.
  • Finlay e outros especialistas destacam que a opacidade sobre os dados usados no treinamento das ferramentas dificulta identificar e corrigir vieses.
Bandeira da Austrália
Austrália alerta para risco de racismo e sexismo com IA (Imagem: Mehaniq/Shutterstock)

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Estudos já apontam discriminação em sistemas de IA no país, como entrevistas automatizadas que prejudicam candidatos com sotaque ou deficiência. Pesquisadores alertam que ferramentas criadas no exterior podem não refletir a realidade australiana.

Para Finlay, diversidade de dados é importante, mas insuficiente sem supervisão humana e transparência. “O risco é criar preconceitos tão enraizados que nem percebamos que eles existem”, disse.

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Autoridades defendem regulamentação rigorosa e transparência no uso de dados para evitar discriminação (Imagem: Anggalih Prasetya/Shutterstock)

Leandro Costa Criscuolo

Colaboração para o Olhar Digital

Leandro Criscuolo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero. Já atuou como copywriter, analista de marketing digital e gestor de redes sociais. Atualmente, escreve para o Olhar Digital.

Bruno Capozzi

Bruno Capozzi é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e mestre em Ciências Sociais pela PUC-SP, tendo como foco a pesquisa de redes sociais e tecnologia.