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Vídeo mostra criança com necessidades sendo agredida pela família

Foto: Reprodução

Uma denúncia de extrema gravidade chocou os moradores do município de Paiçandu, na região metropolitana de Maringá. Um menino de apenas 10 anos, que possui necessidades especiais e frequenta a APAE, foi urgentemente afastado do convívio familiar. A medida protetiva foi tomada após a divulgação de um vídeo que registra o garoto sendo agredido dentro da própria casa.

O caso provocou forte repercussão e revolta nas redes sociais devido à extrema vulnerabilidade da vítima. A apuração policial aponta que as agressoras que aparecem nas imagens são a avó paterna e uma tia paterna do menino, que eram justamente as responsáveis legais por seus cuidados diários.

Atuação imediata da rede de proteção e discursos de justificativa

O Conselho Tutelar tomou conhecimento oficial da situação no dia 29 de maio, assim que as imagens vieram à tona. A reação para resguardar a integridade física e psicológica do menor foi imediata.

Conforme as informações apuradas pelo jornalista Thiago Danezi e publicadas pelo portal GMC ONLINE, o menino foi retirado do ambiente de violência e entregue a outro familiar responsável.

A conselheira tutelar Rosiane Pires confirmou que todas as medidas legais, incluindo o registro de boletim de ocorrência e o encaminhamento ao Ministério Público, foram efetuadas, além da realização de uma escuta especializada com psicóloga da delegacia.

Para ver o vídeo CLIQUE AQUI.

A avó paterna detinha a guarda judicial da criança desde o ano de 2024, após o núcleo familiar passar por problemas que levaram o menino e suas irmãs a um acolhimento institucional provisório na época.

Questionados sobre o teor violento do vídeo, os parentes tentaram argumentar que o garoto estaria “nervoso” e que desobedecia a regras justificativa que foi prontamente rebatida pelo Conselho Tutelar, reforçando que nada legitima a violência contra uma criança.

Outras crianças são afastadas por segurança

O desdobramento da fiscalização revelou que o imóvel abrigava outros menores de idade. Diante do cenário de risco iminente evidenciado no vídeo, a rede de proteção achou necessário estender o acolhimento.

Os filhos da tia do menino, que também residiam na mesma casa com a avó, foram preventivamente retirados do local. Eles permanecerão sob os cuidados de abrigos ou parentes seguros até que o inquérito policial seja totalmente concluído pelas autoridades competentes e as responsabilidades criminais sejam devidamente atribuídas.

O que aconteceu com a criança com necessidades especiais em Paiçandu?

O menino de 10 anos foi agredido fisicamente pela avó e pela tia dentro de casa. O caso foi descoberto após um vídeo das agressões circular nas redes sociais.

Quais medidas foram tomadas pelo Conselho Tutelar?

A criança foi afastada da residência de risco e entregue a outro familiar seguro. Um boletim de ocorrência foi registrado e o caso foi encaminhado ao Ministério Público.

A avó já tinha histórico de guarda da criança?

Sim, a avó paterna possuía a guarda judicial da criança desde 2024, após o garoto e suas irmãs passarem por um período de acolhimento institucional.

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