Hospitais da rede pública do Acre registram elevados índices de ocupação em leitos de enfermaria e de terapia intensiva, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (2) pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). Os dados mostram que diversas unidades operam próximas da capacidade máxima, especialmente em meio ao aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Os dados mostram que diversas unidades operam próximas da capacidade máxima: Foto/Reprodução
Na capital, o Pronto-Socorro de Rio Branco apresenta cenário de alta demanda. Na UTI Adulto HUERB I, 15 dos 17 leitos estão ocupados, enquanto a HUERB II registra cinco pacientes internados em um total de dez vagas.
O Hospital de Saúde do Juruá (HSJ), em Rio Branco, também opera com ocupação elevada, com 17 dos 20 leitos de UTI Adulto preenchidos. Já no Hospital das Clínicas, oito das dez vagas disponíveis encontram-se ocupadas.
No Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), a taxa de utilização da UTI chega a 85,7%, com apenas dois leitos vagos. Entre os leitos pediátricos, a ocupação varia entre 80% e 90%.
A situação também chama atenção nas unidades voltadas ao atendimento neonatal. Na Maternidade Bárbara Heliodora, tanto a UTI Neonatal quanto a Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) registram 90% de ocupação. No HSJ, os índices superam 83% nos setores destinados aos recém-nascidos.
No Vale do Juruá, o cenário é ainda mais delicado em alguns setores. O Hospital Regional do Juruá opera com todos os dez leitos da UTI Geral ocupados. A Clínica Médica Adulto apresenta ocupação de 95,7%, enquanto a Clínica Cirúrgica Adulto ultrapassa 82%.
O Pronto-Socorro da unidade também registra pressão sobre a capacidade de atendimento. Setores como a Sala de Decisão Médica Feminina, a Observação Pediátrica e a Sala de Reidratação estão com 100% dos leitos ocupados.
No Hospital da Mulher e da Criança do Juruá, o alojamento conjunto mantém ocupação acima de 83%, enquanto outros setores seguem com índices entre 55% e 78%.
O aumento da procura por atendimento ocorre em meio ao avanço das doenças respiratórias no estado. Dados da Sesacre apontam que, até 23 de maio, o Acre contabilizou 1.303 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave em 2026, número superior ao registrado no mesmo período dos dois anos anteriores.
No mesmo intervalo, foram contabilizadas 37 mortes relacionadas à doença. Entre as vítimas, 14 eram crianças na primeira infância. Metade dos óbitos ocorreu entre menores de dois anos, principalmente em decorrência de bronquiolite e pneumonia.
