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Rachaduras aumentam após colapso da ponte e preocupam famílias em Sena Madureira

A preocupação dos moradores do Segundo Distrito de Sena Madureira aumentou após o desabamento da ponte Frei Paolino Baldassari, ocorrido na noite de sexta-feira (5). Além dos transtornos causados pela interrupção da travessia, uma fissura identificada nas proximidades da cabeceira da estrutura tem levantado temores sobre a segurança de famílias que vivem na região.

Foto: Gleison Junior/Orna Audiovisual

Entre os moradores que acompanham a situação de perto está Toinho Apolinário, considerado uma das lideranças mais antigas da comunidade. Segundo ele, os problemas no terreno já vinham sendo observados antes mesmo da queda da ponte.

“Eu sei esse solo daqui. Aqui fez uma lua, a terra aqui quebrou e levou todo esse peso desse barro da estrutura para cima da ponte. É tanto que a ponte foi para o lado do Primeiro Distrito, jogou para lá. Eu gostaria que as nossas autoridades viessem aqui, Corpo de Bombeiro, Defesa Civil, viesse aqui no Segundo Distrito, olhasse para as família que estão em risco”, disse o morador.

Foto: Gleison Junior/Orna Audiovisual

De acordo com Toinho, o avanço das rachaduras tem comprometido a estabilidade de residências localizadas próximas ao barranco. Ele afirma que algumas casas já apresentam danos estruturais significativos e que diversas famílias vivem sob risco constante.

“Casas estão aqui penduradas, pessoas, famílias que não tem para onde ir. Estão correndo o mesmo risco que essa ponte correu e pior é que são vidas que estão em jogo. De ontem para cá, ela aumentou mais ainda a rachadura e está desmoronando, só que a natureza vai lentamente. Esse solo aqui é muito frágil”, explicou.

Imagens registradas no local mostram áreas onde o terreno cedeu após o colapso da ponte. Segundo os moradores, o processo de erosão continua avançando e pode atingir outras residências caso não haja intervenção urgente dos órgãos responsáveis.

“Que a Defesa Civil, e governo do estado, prefeitura venha aqui, faça o levantamento, tire esse pessoal antes que o pior aconteça. Tem canto aqui que dá mais de 50 cm de queda do barranco, desmoronou, desmoronou tudo isso aqui e ainda está se agravando, tá caindo ainda, o barranco está cedendo”, disse.

Além da preocupação com a segurança das famílias, o morador também defendeu a realização de uma avaliação técnica detalhada da área e cobrou medidas para reduzir os impactos causados pelo isolamento da comunidade.

“Agora que a empresa faça uma vistoria concreta, ela está na garantia e nós não vamos lutar, deixar de lutar pelo nosso sonho não. Ninguém vai ficar isolado aqui, não. A gente vai lutar. Eu peço para o prefeito municipal, nosso prefeito Gerlen Diniz, que bote uma van para transportar esse pessoal, pelo menos as pessoas idosas, os doentes, os hipertensos que tem. Sei que ele vai nos atender com carinho, que bote uma van para transportar esse pessoal”, destacou.

Moradores aguardam a presença de equipes técnicas para avaliar a extensão dos danos e definir medidas que garantam a segurança das famílias que vivem nas áreas consideradas mais vulneráveis.

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