O motorista envolvido no atropelamento que resultou na morte de um idoso de 68 anos em Cruzeiro do Sul compareceu espontaneamente à Delegacia de Polícia Civil e deverá responder por homicídio culposo na direção de veículo automotor, quando não há intenção de matar. A informação foi confirmada pelo delegado responsável pela investigação nesta terça-feira (3).

A informação foi confirmada pelo delegado responsável pela investigação nesta terça-feira (3): Foto/Reprodução
O acidente aconteceu na manhã de segunda-feira (2) e ganhou ampla repercussão após a divulgação de imagens do momento do atropelamento nas redes sociais. Inicialmente, surgiram informações de que o condutor teria deixado o local sem prestar assistência à vítima.
A análise das imagens e os depoimentos colhidos indicaram que o condutor permaneceu no local após o acidente: Foto/Reprodução
Entretanto, segundo a Polícia Civil, a investigação apontou um cenário diferente. De acordo com o delegado, assim que o caso foi comunicado às autoridades, equipes passaram a se mobilizar para localizar o motorista. Antes mesmo do início das diligências, porém, ele se apresentou na delegacia acompanhado por um advogado.
A análise das imagens e os depoimentos colhidos indicaram que o condutor permaneceu no local após o acidente, acionou o atendimento de emergência e auxiliou a vítima até a chegada das equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Ainda conforme a investigação, o motorista utilizou cones para sinalizar a área e adotou medidas para proteger o idoso enquanto aguardava o socorro. A vítima foi encaminhada ao Hospital Regional do Juruá, mas não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois.
Em depoimento, o condutor afirmou que estava com sono no momento do acidente e acabou perdendo o controle do veículo, atingindo o pedestre. Ele negou ter consumido bebida alcoólica antes da ocorrência.
O teste do bafômetro realizado no motorista apresentou resultado negativo. O mesmo exame também foi aplicado na proprietária do veículo, mãe do condutor, e igualmente não apontou ingestão de álcool.
O delegado explicou que a legislação de trânsito prevê que não haja prisão em flagrante quando o motorista presta socorro imediato à vítima e se coloca à disposição das autoridades, circunstâncias verificadas no caso.
A Polícia Civil instaurou inquérito para esclarecer todos os detalhes do acidente e definir as responsabilidades. A apuração segue em andamento.