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Lua está mais distante da Terra – e do Sol – nesta segunda-feira

No início da madrugada desta segunda-feira (1), à 1h32 (pelo horário de Brasília), a Lua atingiu o ponto mais distante da Terra – o chamado apogeu. Segundo a plataforma InTheSky.org, algumas horas mais tarde, às 19h26, ela alcança o afélio, que é o ponto de sua órbita mais distante do Sol. Na ocasião, o satélite estará a 1,0166 unidade astronômica (UA) da nossa estrela hospedeira –  em torno de 152,5 milhões de km.

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A distância da Lua em relação à Terra varia porque sua órbita não é perfeitamente circular – é ligeiramente oval, traçando um caminho chamado elipse. À medida que ela atravessa esse caminho elíptico ao redor do nosso planeta a cada mês, sua distância varia entre 356.500 km no perigeu e 406.700 km no apogeu (que é o ponto mais distante). 

Imagem: Triff – Shutterstock (Terra/fundo) – Edição: Olhar Digital

“Esses valores são médios porque, na prática, variam bastante devido às influências gravitacionais do Sol e dos outros planetas do Sistema Solar”, diz Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon) e colunista do Olhar Digital.

O tamanho angular do astro também varia pelo mesmo fator, bem como seu brilho se altera, embora isso seja difícil de detectar na prática, já que as fases da Lua estão mudando ao mesmo tempo. O tempo do circuito da Lua entre perigeu, apogeu e perigeu novamente é de 27,55 dias – um período de tempo chamado de mês anomalístico. Isso é um pouco mais do que o período orbital do nosso satélite natural (27,322 dias). 

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Sobre as fases da Lua

A lua nova marca o início do mês em calendários lunares, como o muçulmano, e nos calendários lunissolares, tais como o judaico, o hindu e o budista.

Lunação: a cada 29,5 dias (em média), a Lua inicia um ciclo lunar, que começa na fase nova e se encerra na minguante. Imagem: Elena11 – Shutterstock

Uma lunação ou ciclo lunar, como é chamado o intervalo de tempo entre luas novas, é sutilmente variável, com média de duração de 29,5 dias. Durante esse período, ela passa pelas quatro fases principais (nova, crescente, cheia e minguante), e cada uma se prolonga por aproximadamente sete dias.

Além das fases principais (nova, crescente, cheia e minguante) a Lua atravessa algumas “interfases” bem definidas. Entre as fases nova e cheia, primeiro ocorre o quarto crescente, um marco em que exatamente metade do disco lunar aparece iluminada; em seguida, vem a fase crescente gibosa, quando a porção iluminada ultrapassa a metade. 

Depois da fase cheia, o brilho da Lua começa a diminuir na minguante gibosa, estágio em que ainda vemos mais da metade iluminada, mas já em declínio; por fim, tem o quarto minguante, outro marco em que somente metade do disco permanece iluminada, antes de seguir para a Lua nova. Entenda esse ciclo em detalhes aqui.

Flavia Correia

Flávia Correia é jornalista do Olhar Digital, cobrindo Ciência e Espaço.

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Afélio
Apogeu lunar
Lua


Conteúdo reproduzido originalmente em: Olhar Digital por Flavia Correia

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