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O diácono permanente da Diocese de Crato, Rafhael Hernandez, interrompeu a tradicional Missa de Santo Antônio na noite deste domingo (31) para advertir um grupo de fiéis. O puxão de orelha litúrgico ocorreu após parte do público presente na Igreja Matriz de Barbalha, no interior do Ceará, entoar gritos de apoio e vaias direcionados a lideranças políticas que acompanhavam o ato religioso na primeira fila.
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A celebração, uma das mais importantes festividades católicas da região do Cariri, transformou-se em palco de disputa partidária devido à presença simultânea do atual governador do estado, Elmano de Freitas (PT), e dos ex-governadores Ciro Gomes (PDT) e Camilo Santana (PT). Diante do início do tumulto e das manifestações verbais nas bancadas, o diácono usou o sistema de som do altar para cobrar postura civil dos frequentadores.
“Povo de Deus, vocês não estão em casa, vocês estão na casa de Deus. Igreja não é lugar para politicagem. Casa de Deus é a casa de Deus. Peço em nome da igreja, cesse, por favor”, enfatizou Hernandez, interrompendo o andamento dos ritos até que o silêncio fosse restabelecido nas dependências do templo.
A disposição das autoridades no recinto evidenciou o racha político local. De um lado, o governador Elmano de Freitas e o atual ministro da Educação, Camilo Santana, assistiram à missa acompanhados pelo deputado federal e ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT).
Em ala oposta, Ciro Gomes marcou presença ladeado por importantes nomes da oposição cearense, como o ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio e o ex-deputado federal Capitão Wagner. O tensionamento entre as comitivas reflete o clima de polarização que antecede o debate eleitoral no estado.
O pano de fundo da agitação dos fiéis encontra eco nos dados estatísticos mais recentes de intenção de voto. Conforme o levantamento do instituto Genial/Quaest divulgada no final de abril, Ciro Gomes desponta na liderança da corrida eleitoral pelo Palácio da Abolição em um embate direto contra o atual mandatário. No cenário testado, o pedetista contabiliza 41% da preferência do eleitorado, frente a 32% obtidos por Elmano de Freitas.
A correlação de forças, contudo, altera-se quando o nome testado é o do ex-governador Camilo Santana. Em uma simulação alternativa mapeada pela mesma pesquisa, Santana reverte a vantagem da oposição e assume a dianteira da disputa com 40% das menções espontâneas e estimuladas, enquanto Ciro Gomes figura na segunda posição com 33% das intenções de voto.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: ContilNet por Fhagner Soares, ContilNet

