O pesquisador meteorológico Davi Friale utilizou as redes sociais na noite deste domingo (7) para comentar sobre a possível atuação do fenômeno El Niño nos próximos meses e minimizou os impactos que ele poderia causar no Acre. Durante a publicação em vídeo, o especialista também criticou o que considera um excesso de preocupação em torno do assunto.

Davi Friale/ Foto: Matheus Mello/ContilNet
Segundo Friale, o El Niño faz parte do comportamento natural do clima terrestre há milhares de anos e continuará ocorrendo independentemente das previsões atuais. Na avaliação dele, os registros históricos não indicam influência significativa do fenômeno sobre o Acre e outras áreas da região Centro-Oeste e da Amazônia Ocidental.
“O El Niño existiu, vai existir sempre, em toda a história do clima terrestre. Para o Acre, Rondônia, Mato Grosso, Goiás e a parte central da América do Sul, praticamente não tem efeito”, afirmou.
O meteorologista explicou que, caso o fenômeno seja confirmado nos próximos meses, os reflexos mais relevantes deverão atingir outras partes do Brasil. Entre as áreas que podem sofrer alterações estão regiões do extremo Norte da Amazônia, especialmente Roraima, o norte do Amazonas e o norte do Pará, onde podem ocorrer mudanças no padrão das chuvas.
Já no Nordeste, o fenômeno pode contribuir para períodos de estiagem mais severos, enquanto a Região Sul poderá enfrentar um cenário oposto, com aumento dos volumes de chuva e maior risco de enchentes e transtornos associados às precipitações intensas.
Ao abordar a situação específica do Acre e de Rondônia, Friale voltou a destacar que a influência do El Niño costuma ser muito pequena. “Praticamente é nula a influência do El Niño”, destacou.
O pesquisador informou ainda que está concluindo um novo estudo sobre o fenômeno climático. O material reunirá análises mais aprofundadas e deverá ser divulgado nos próximos dias por meio de suas plataformas digitais.