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Boca de urna aponta candidato com leve vantagem em eleição presidencial no Peru

COMPARTILHAR0SigaSiga Google Discover Boca de urna indica Keiko Fujimori na frente em disputa presidencial no Peru/ Foto: Reprodução

As seções eleitorais do segundo turno da eleição presidencial do Peru foram encerradas às 17h deste domingo (7), no horário local (19h no horário de Brasília). Os primeiros levantamentos de boca de urna divulgados por institutos de pesquisas tradicionais do país apontam para um cenário de empate técnico, com uma ligeira vantagem numérica para a candidata de direita Keiko Fujimori, do partido Fuerza Popular, que lidera contra o ex-ministro e congressista Roberto Sánchez, da coalizão Juntos por el Perú.

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Segundo o monitoramento divulgado pelo instituto Ipsos Peru, Fujimori concentra 50,7% das intenções de votos válidos, ante 49,3% atribuídos a Sánchez. A projeção caminha em paralelo com a amostragem realizada pelo instituto Datum para os veículos América TV e El Comercio, que aponta a candidata fujimorista com 50,53% da preferência do eleitorado, enquanto o oponente de esquerda registra 49,47%. As autoridades da Oficina Nacional de Processos Eleitorais (Onpe) deram início à apuração oficial das atas, cujos primeiros resultados consolidados devem ser divulgados na madrugada.

Esta é a quarta vez que Keiko Fujimori, de 50 anos, disputa o segundo turno presidencial peruano, após derrotas em pleitos anteriores. Para Roberto Sánchez, de 57 anos, a postulação representa a estreia em rodadas finais da corrida ao Palácio de Pizarro, no esteio de uma campanha marcada por forte polarização ideológica.

O processo eleitoral transcorreu sob a sombra de um ambiente de colapso institucional crônico. Desde o ano de 2016, a República do Peru foi chefiada por oito presidentes da República diferentes, em uma sequência de mandatos abreviados por processos de impeachment decorrentes de incapacidade moral, destituições do Congresso ou renúncias em meio a escândalos de corrupção sistêmica. Além do impasse político, a votação deste domingo foi pautada pelo avanço das taxas de violência associadas às facções do crime organizado no país.

O primeiro turno do pleito, realizado em semanas anteriores, já havia sido alvo de críticas logísticas devido a atrasos severos na distribuição de cédulas e insumos eleitorais na região metropolitana de Lima. Os incidentes forçaram as comissões a reabrirem colégios eleitorais específicos no dia seguinte para assegurar o direito ao voto.

A candidatura de Roberto Sánchez enfrentou desgastes na reta final decorrentes de processos judiciais. O Ministério Público do Peru requereu uma pena de cinco anos e quatro meses de reclusão contra o político do Juntos por el Perú, sob a acusação formal de fornecer dados falsificados e declarações inverídicas às juntas de fiscalização eleitoral durante o registro de suas contas.

O processo de votação foi monitorado por delegações internacionais, incluindo uma missão de observação diplomática enviada pela União Europeia (UE). Em balanço parcial divulgado após o fechamento das urnas, os técnicos europeus relataram a ocorrência de “falhas graves” em infraestruturas e trâmites de identificação ao longo da jornada, mas ponderaram que não foram encontradas “provas objetivas” ou indícios que sustentem denúncias de fraude estrutural no processo de votação.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: ContilNet por Fhagner Soares, ContilNet

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