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A Apple anunciou, nesta segunda-feira (8), durante a WWDC 2026, uma reformulação de sua ferramenta de controle parental Tempo de Uso, com novas funções voltadas a reforçar a proteção de crianças e adolescentes que usam iPhone, iPad e Mac. Os recursos devem ser disponibilizados com as atualizações iOS 27, iPadOS 27 e macOS 27.
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Segundo a empresa, o pacote inclui ferramentas para que pais e responsáveis tenham mais controle sobre com quem os filhos podem se comunicar, quais conteúdos podem acessar e quanto tempo podem passar em aplicativos.
Entre as novidades estão um processo de configuração mais simples, com indicação de apps essenciais, o recurso Ask to Browse, permissões de tempo de uso e uma versão redesenhada do Tempo de Uso.
Pacote inclui ferramentas para que pais e responsáveis tenham mais controle sobre com quem os filhos podem se comunicar, quais conteúdos podem acessar e quanto tempo podem passar em aplicativos – Imagem: Reprodução/Apple
A Apple afirmou que as mudanças seguem orientações de especialistas em saúde e segurança online, além de recomendações da Academia Americana de Pediatria. A empresa disse ainda que especialistas alertam que crianças com menos de 13 anos não deveriam ter acesso a aplicativos de redes sociais.
“Em resumo, estamos oferecendo aos pais ferramentas poderosas e fáceis de usar para ajudar a gerenciar o que as crianças podem ver, com quem podem falar e quando têm acesso”, disse Craig Federighi, vice-presidente sênior de engenharia de software da Apple.
Novos recursos da Apple para controle parental
A companhia também destacou a criação de uma conta infantil, indicada como o primeiro passo para experiências adequadas à idade;
Esse tipo de conta permite proteções em todo o sistema, como limitação de sites adultos, liberação apenas de mídia apropriada para a faixa etária e restrições baseadas na idade na App Store;
A Apple informou que os pais são orientados a criar essa conta ao configurar um novo dispositivo para a criança;
Segundo a empresa, a conta infantil é obrigatória para menores de 13 anos e está disponível até os 18.
Na prática, os pais poderão definir exatamente quais aplicativos os filhos podem acessar no dispositivo, começando com poucos apps essenciais, um conjunto curado ou apenas os aplicativos considerados apropriados.
A autorização para novos downloads já podia ser exigida com o Ask to Buy, que obriga a aprovação dos pais antes de baixar um app gratuito ou pago, ou fazer uma compra dentro do aplicativo. Com o novo Ask to Browse, essa lógica também passará a valer para o acesso a novos sites no Safari, em iPhone, iPad e Mac.
A Apple disse ainda que os responsáveis poderão controlar com quem os filhos se comunicam por Mensagens, FaceTime e telefone. Quando a criança quiser interagir com um novo contato, os pais poderão exigir aprovação antes da conexão.
A empresa acrescentou que o recurso Communication Safety, já ativado por padrão para usuários com menos de 18 anos, continuará desfocando nudez detectada em Mensagens e chamadas do FaceTime e passará também a bloquear gore ou conteúdo violento em imagens e vídeos compartilhados.
Outra novidade é o Time Allowances, que oferece formas mais flexíveis de administrar o tempo gasto em apps de categorias, como entretenimento, jogos e redes sociais.
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Ao definir os limites, os pais recebem orientações baseadas em pesquisas de especialistas e ajustadas à idade da criança. Também será possível criar horários diários para determinar quando os filhos podem acessar aplicativos ao longo do dia e da semana, inclusive para ajudar na concentração durante a escola.
A Apple informou que o novo Screen Time oferecerá uma visão rápida do tempo médio de uso do dispositivo e dos aplicativos mais usados pelas crianças.
Os pais poderão alterar o acesso a apps e à web com um toque, inclusive para limitar o uso em momentos como refeições, brincadeiras ao ar livre e outras ocasiões que exijam atenção total. Caso a criança precise de mais tempo para concluir alguma atividade em um aplicativo, o acesso também poderá ser estendido com facilidade.
Em outra frente, a empresa disse que trabalha com a Academia Americana de Pediatria para adaptar seu Family Media Plan a um guia de referência para pais que usam produtos da Apple. A companhia também afirmou que continua colaborando com pesquisadores para entender os impactos da tecnologia no bem-estar infantil e que pretende avançar no estudo do tema.
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Pais poderão alterar o acesso a apps e à web com um toque, inclusive para limitar o uso em momentos como refeições, brincadeiras ao ar livre e outras ocasiões que exijam atenção total – Imagem: Reprodução/Olhar Digital
A Apple lançou ainda um site dedicado a pais, com ferramentas mais recentes, recursos úteis e respostas para dúvidas comuns, como por onde começar.
No mesmo espaço, a empresa destacou outras funções já disponíveis, entre elas as Screen Time Passcode Notifications, que alertam os pais quando o código do Tempo de Uso é inserido no dispositivo da criança, e as User Reporting Tools, que permitem denunciar conteúdo nocivo diretamente à Apple e devem ser ampliadas globalmente.
A empresa também lembrou o Apple Watch For Your Kids, recurso que leva ao público infantil funções de conectividade, saúde, segurança e atividade física, mesmo sem um iPhone próprio.
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Com ele, os pais podem localizar a criança pelo Buscar, enquanto os filhos conseguem fazer ligações, enviar mensagens, usar mapas, Apple Music, Apple Cash, Memoji e a meta de atividade personalizada. O modo Schooltime, por sua vez, ajuda a manter o foco ao bloquear notificações e desativar aplicativos.
Além das ferramentas para famílias, a Apple afirmou que os desenvolvedores também têm papel importante na criação de experiências adequadas para crianças dentro dos apps.
Para isso, a empresa oferece recursos como SensitiveContentAnalysis, que ajuda a proteger contra conteúdo impróprio, como violência ou nudez, e PermissionKit, que garante a aprovação dos pais para novos contatos no aplicativo.
Há ainda a Declared Age Range API, que permite aos desenvolvedores solicitar a faixa etária da criança e adaptar a experiência de uso sem compartilhar a data de nascimento, em um processo descrito pela empresa como protetor da privacidade.
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As novas funções estarão disponíveis após a instalação da atualização do Screen Time no iOS 27, iPadOS 27 e macOS 27.
Rodrigo Mozelli
Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.
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Tags:
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Conteúdo reproduzido originalmente em: Olhar Digital por Rodrigo Mozelli
