A Construtora Cidade informou que havia comunicado órgãos responsáveis sobre sinais de instabilidade na área da Ponte Frei Paolino Baldassari antes do desabamento da estrutura, ocorrido em Sena Madureira. A manifestação foi feita por meio de nota divulgada na noite deste domingo (7), na qual a empresa também expressou solidariedade às vítimas e familiares afetados pelo acidente.

A Construtora Cidade informou que havia comunicado órgãos responsáveis sobre sinais de instabilidade na área da Ponte: Foto/Reprodução
Segundo a construtora, os primeiros indícios de comprometimento do terreno começaram a ser observados cerca de uma semana antes da queda da ponte. Entre os problemas identificados estavam rachaduras no solo, deslocamentos de terra e alterações no nível do terreno nas proximidades da estrutura.
Diante da situação, a empresa afirma ter encaminhado ao Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre), na quinta-feira (4), uma recomendação para a interdição total da ponte, incluindo a passagem de pedestres. O governo do Estado confirmou que a medida preventiva foi adotada ainda naquele dia.
O colapso da ponte aconteceu na noite de sexta-feira (5) e deixou quatro pessoas feridas. Entre elas, uma vítima sofreu ferimentos considerados gravíssimos.
Na nota oficial, a construtora destacou que a obra foi executada de acordo com os parâmetros técnicos exigidos pela engenharia e afirmou que, desde a conclusão e entrega ao Estado, no final de 2023, não havia registro de falhas estruturais capazes de indicar risco iminente de desabamento.
A empresa atribui o acidente, preliminarmente, ao fenômeno conhecido como “terras caídas”, processo natural associado à erosão das margens e às variações no nível dos rios. Conforme os levantamentos iniciais, houve movimentação de solo em uma área estimada em aproximadamente 16 mil metros quadrados, afetando não apenas o entorno da ponte, mas também regiões adjacentes.
Enquanto as causas do desabamento seguem sendo investigadas, a Justiça determinou que a construtora apresente, no prazo de cinco dias, um plano de assistência destinado às famílias impactadas pela erosão, pela instabilidade do terreno e pelos riscos decorrentes do acidente.
Entre as medidas que poderão ser adotadas estão a retirada preventiva de moradores de áreas consideradas vulneráveis e a oferta de moradias temporárias para os atingidos.
A decisão judicial atende parcialmente a uma solicitação do governo do Acre, que também busca a responsabilização da empresa pelos danos e prejuízos relacionados ao desabamento. Caso a determinação não seja cumprida dentro do prazo estabelecido, a construtora poderá ser penalizada com multa diária de R$ 50 mil.
Veja a nota oficial da Construtora:
A Construtora Cidade manifesta sua solidariedade às pessoas atingidas e aos seus familiares em decorrência do colapso da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira (AC), ocorrido na última sextafeira (05/06/2026).
A empresa informa que a ponte foi construída com observância à técnica e às normas vigentes da engenharia, tendo sido recebida pelo DERACRE ao final de 2023 e permaneceu em operação regular desde então, sem registro anterior de anomalias estruturais que indicassem risco à sua estabilidade.
Há cerca de uma semana, equipes técnicas passaram a observar sinais de instabilidade no terreno da região onde a ponte está inserida. Esses sinais evoluíram rapidamente nos dias seguintes, com o surgimento de rachaduras, deslocamentos de solo e desníveis em diferentes pontos da área no entorno da ponte.
Diante desse cenário, a Construtora Cidade mobilizou profissionais especializados das áreas de engenharia estrutural, fundações e topografia para avaliação das condições locais. Os levantamentos preliminares realizados em campo identificaram movimentações significativas de solo em uma área muito mais ampla do que a própria ponte, abrangendo aproximadamente 16 mil metros quadrados e alcançando também áreas adjacentes do bairro localizado nas proximidades.
Com base nas informações técnicas disponíveis naquele momento, a empresa encaminhou ao DERACRE, na quinta-feira (04/06/2026), por volta das 13 horas (horário do Acre), recomendação formal para a interdição total da ponte, inclusive para o trânsito de pedestres, diante do risco identificado por suas equipes.
As avaliações preliminares apontaram indícios compatíveis com processo de instabilidade geotécnica conhecido como fenômeno de “terras caídas”, caracterizado por movimentações de grandes massas de solo associadas a processos erosivos e às variações naturais dos níveis dos rios. A identificação desses indícios foi um dos fatores que motivaram a recomendação imediata de interdição da estrutura.
A ocorrência do fenômeno natural, extraordinário e imprevisível de “terras caídas” pode, dependendo da dimensão, ocasionar a ruptura da estrutura de obras viárias, como o ocorrido na Ponte do Frei Paolino Baldassari.
A Construtora Cidade ressalta que mais estudos técnicos estão sendo realizados pela equipe contratada, composta por especialistas de reconhecida experiência nacional nas áreas de geotecnia, hidrologia, estruturas, fundações e topografia.
A empresa permanece à disposição dos órgãos públicos, da imprensa e da sociedade para prestar todos os esclarecimentos necessários, reafirmando seu compromisso com a segurança das pessoas, com a engenharia responsável e com a busca rigorosa da verdade técnica sobre os fatos.
