A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) acendeu um sinal de alerta após a divulgação do mais recente Boletim Epidemiológico de Arboviroses, publicado em 2 de junho. O documento aponta a possibilidade de retorno do sorotipo DENV-3 da dengue ao estado, situação que pode alterar o atual cenário da doença nos municípios acreanos.

De acordo com o boletim, os casos representam um importante alerta para as autoridades sanitárias: Foto/Reprodução
Até o momento, os exames realizados pela rede pública de saúde identificaram apenas a circulação dos sorotipos DENV-1 e DENV-2. No entanto, durante o mês de maio, foram registrados dois casos suspeitos ou prováveis de infecção pelo DENV-3 em moradores de Rio Branco.
De acordo com o boletim, os casos representam um importante alerta para as autoridades sanitárias. As amostras coletadas foram encaminhadas ao Instituto Evandro Chagas (IEC), responsável pela análise que deverá confirmar ou descartar a presença do sorotipo no Acre.
Embora os dados mais recentes indiquem uma expressiva redução nos casos da doença em 2026, a Sesacre destaca que a possível introdução de um novo sorotipo pode modificar o comportamento epidemiológico observado até agora. Por isso, o documento reforça a necessidade de manter as ações de vigilância, monitoramento e combate ao mosquito transmissor para evitar um novo avanço da dengue.
De acordo com o boletim, os casos representam um importante alerta para as autoridades sanitárias: Foto/Reprodução, incluindo situações que podem resultar em morte.
Os números divulgados mostram que, até a 18ª Semana Epidemiológica do ano, foram contabilizados 1.520 casos prováveis de dengue em todo o estado. Desse total, 876 tiveram confirmação. Entre os registros confirmados, 12 pacientes apresentaram sinais de alarme.
Na comparação com o mesmo período de 2025, o Acre registrou uma queda de 85,88% nos casos confirmados da doença. Além disso, até a semana epidemiológica correspondente ao período de 3 a 9 de maio, nenhuma morte por dengue havia sido registrada.
A maior concentração de casos confirmados está na Regional do Baixo Acre. Rio Branco lidera o número de ocorrências, com 529 confirmações, seguida por Sena Madureira, que registrou 14 casos.
Na Regional do Juruá, a incidência corresponde a 27,4% dos casos confirmados. Cruzeiro do Sul contabilizou 135 registros, enquanto Mâncio Lima somou 66.
Já na Regional do Alto Acre, responsável por 7,6% das confirmações, os maiores números foram observados em Brasileia, com 22 casos. Epitaciolândia e Xapuri aparecem logo em seguida, com 20 ocorrências cada.
Em relação aos métodos de diagnóstico, a Sesacre informou que 71% dos casos confirmados tiveram comprovação laboratorial. Os demais 29% foram validados pelo critério clínico-epidemiológico, procedimento adotado em situações específicas, como em locais com transmissão já comprovada ou quando há limitações para a realização de exames laboratoriais.
