A Waymo começou a liberar para clientes selecionados as primeiras corridas em seu novo robotáxi, batizado de Ojai. O modelo foi projetado para operar com maior eficiência em condições climáticas adversas, como pistas cobertas de neve, e possui um custo de fabricação significativamente menor do que a frota antiga da empresa.
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De acordo com um comunicado da subsidiária da Alphabet, as viagens com passageiros reais acontecem inicialmente em São Francisco, Los Angeles e Phoenix. A expectativa da empresa é expandir o serviço para as cidades de San Diego, Las Vegas e Denver durante o próximo verão norte-americano, além de planejar a estreia em Londres ainda este ano.
Tecnologia de ponta com custo reduzido
A frota total da Waymo conta atualmente com cerca de 4.000 veículos autônomos, dos quais apenas 100 pertencem ao modelo Ojai. Contudo, em entrevista à CNBC, o chefe de design da empresa, Ryan Powell, afirmou que a meta é colocar milhares de unidades da nova versão nas ruas até o fim de dezembro para ajudar a companhia a atingir a marca de 1 milhão de viagens semanais.
O Ojai é o primeiro veículo a sair de fábrica equipado com a sexta geração do sistema de condução autônoma da empresa (o Waymo Driver). Fabricados em parceria com a montadora chinesa Geely, os novos carros custam substancialmente menos do que os modelos anteriores fornecidos pela Jaguar porque exigem uma quantidade menor de câmeras e sensores caros.
As principais inovações técnicas do modelo incluem:
Chips customizados: uso de processadores próprios desenvolvidos pela Waymo;
Lidar aprimorado: sensor de detecção a laser atualizado para “enxergar” por meio de chuva forte e tempestades de neve;
Áudio aperfeiçoado: receptores acústicos atualizados que identificam melhor sirenes e ruídos de emergência nas proximidades;
Conforto interno: cabine mais espaçosa, portas com abertura automática e volante removível.
Integração com IA e disputa de mercado
A expansão agressiva da Waymo – impulsionada por uma injeção de capital de US$ 16 bilhões recebida em fevereiro da Alphabet e de outros investidores – visa consolidar sua liderança no mercado de transporte autônomo dos EUA contra rivais como a Tesla e a Zoox, da Amazon.
Para atrair novos usuários, a empresa aposta na familiaridade do design. Segundo Powell, manter componentes tradicionais nas frotas anteriores ajudou o público a superar o receio inicial de testar uma tecnologia nova.
O próximo passo da marca envolve a adoção de inteligência artificial generativa. A companhia estuda integrar recursos do Google Gemini para permitir comandos de voz muito mais naturais no interior do veículo, como pedir para o carro “avançar um pouco mais” no momento do desembarque.
Desafios de segurança no percurso
Apesar do otimismo com o novo modelo, a operação da Waymo também enfrenta percalços regulatórios e de segurança. Recentemente, a empresa realizou um recall voluntário de aproximadamente 3.800 robotáxis para corrigir uma falha de software que permitia que os veículos avançassem em vias alagadas.
Além disso, as viagens em rodovias e vias expressas foram temporariamente suspensas pela companhia após a detecção de falhas de desempenho dos carros ao trafegarem por zonas de obras e construções.
Layse Ventura
Layse Ventura é editora de SEO no Olhar Digital e mestre pela UFSC.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: Olhar Digital por Layse Ventura
