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O CEO da Nvidia, Jensen Huang, juntou-se ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, numa comitiva rumo a Pequim. A chegada da delegação à China está prevista para a noite desta quarta-feira (13). O principal objetivo da participação do executivo é destravar negociações para a venda de chips de inteligência artificial (IA) H200 para clientes no país asiático.
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A inclusão de Huang ocorreu de última hora, após uma ligação feita por Trump na terça-feira (12). Representantes da Nvidia afirmaram que o CEO atendeu ao convite para apoiar os objetivos da administração norte-americana no diálogo sobre IA e questões econômicas.
A comitiva também inclui Elon Musk (X/Twitter, Tesla, SpaceX), Tim Cook (Apple), líderes de Wall Street – Larry Fink (BlackRock) e David Solomon (Goldman Sachs), por exemplo – e executivos da Meta, Mastercard e Visa. O grupo busca estabilizar as relações econômicas num período marcado pelo protecionismo e pela intensa concorrência tecnológica.
Impasse regulatório e pressões geopolíticas marcam a agenda de Trump e sua comitiva de CEOs na China
Embora a administração Trump tenha autorizado formalmente a exportação dos chips H200 em janeiro de 2026, nenhuma unidade foi efetivamente vendida para empresas chinesas até o momento.
O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, aponta que as dificuldades de obtenção de permissões junto ao próprio governo chinês têm estancado as remessas.
Fontes do setor indicam que o processo também é dificultado por divergências persistentes sobre os termos de venda de ambos os lados.
O principal objetivo da participação do CEO da Nvidia na comitiva dos EUA é destravar negociações para a venda de chips H200 na China – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock
A Nvidia argumenta que restrições prolongadas são contraproducentes, pois incentivam a China a acelerar o desenvolvimento de sua própria infraestrutura de semicondutores.
A empresa sustenta que o bloqueio priva a indústria dos EUA de acessar um mercado que já representou 13% de sua receita total.
Atualmente, o hardware da empresa de Huang é considerado essencial para sistemas como o ChatGPT. Isso enquanto os chips chineses não conseguirem atingir o mesmo patamar de desempenho.
No entanto, a aproximação gera resistência entre analistas de segurança nacional em Washington, que temem o uso da tecnologia para fins militares.
Chris McGuire, membro do Conselho de Relações Exteriores, criticou a presença de Huang na viagem, segundo a Reuters. Para McGuire, “qualquer acordo que permita à Nvidia vender mais chips para a China significa menos chips da Nvidia para empresas dos EUA e uma liderança menor dos EUA em IA sobre a China”.
O cenário comercial é agravado por tarifas retaliatórias, como o imposto de 125% aplicado por Pequim sobre importações da Boeing em resposta a sobretaxas norte-americanas.
Para lidar com esse ambiente, a Apple, por exemplo, anunciou investimentos de US$ 600 bilhões (aproximadamente R$ 3 trilhões) nos Estados Unidos. O objetivo da medida é garantir isenções tarifárias em produtos topo de linha.
Inclusive, essa missão diplomática deve ser o último esforço oficial de Tim Cook antes da sua aposentadoria do cargo de CEO, marcada para setembro.
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(Essa matéria também usou informações de Euronews.)
Pedro Spadoni
Pedro Spadoni é jornalista formado pela Universidade Metodista de Piracicaba. Já escreveu para sites, revistas e jornal.
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Tags:
China
donald trump
Inteligência Artificial
NVidia
Conteúdo reproduzido originalmente em: Olhar Digital por Pedro Spadoni
